quinta-feira, 3 de maio de 2012

Bath, Bristol e Cardiff

Seguidores e Seguidoras,

Hoje foi um dia muito especial. Conhecemos a fundo a linda Bath, com um patrimônio turístico e cultural muito interessante. Começamos pelo The Circus, uma belíssima praça, com grandes árvores ao centro e rodeada por quatro prédios em meia-lua, em típico estílo georgiano, obra de John Wood, o Velho (1705-54) e onde o pintor do século 18, Thomas Gainsborough morou. Linda. Dali, porque bem próximo, fomos visitar o Royal  Crescent, prédio, também em meia-lua, na frente de um grande parque, visto em tantos filmes de época da Inglaterra. Considerada a rua mais imponente da Inglaterra, este gracioso arco formado por 30 casas (1767-74) é a obra prima de John Wood, o Jovem.  A oeste dali, a maior área verde da cidade, o Vitória Park, de 1830.

Conhecida esta parte da cidade, que fica no alto, começamos a descer para visitar a jóia  das Termas Romanas. A Great Bath, a grande terma, a céu aberto, fica no centro do complexo romano e só foi descoberta por volta de 1870. Ligadas a esta magnífica piscina, havia diversas câmaras, que se tornaram sofisticadas no decorrer dos quatro séculos em que os romanos permanceram em Bath. A termas viraram ruínas, mas as escavações  revelaram a incrível capacidade de construção dos romanos. Vale as 12 libras do ingresso. Esperamos que as fotos façam justiça a este interessante lugar histórico.

Dali, após passarmos pela Bath Abbey, uma abadia que, de tão bela, acredita-se aqui que foi construída com inspiração divina, nos dirigimos para o rio Avon, que corta a cidade, para conhecer a Pulteney Bridge. Esta gracisosa ponte (1769-74), projetada por Robert Adam, abriga várias lojas e liga o centro da cidade à linda Great Pulteney Street. Na margem oriental ela ostenta um belo marco postal.

Esses o altos pontos de Bath. Mas a cidade, no todo é belíssima, com casario georgiano, com pedras  bege da região,  inclusive nos morros que a circundam, formam um belo panorama, gostoso para o visual. Além disso, o hotel onde nós ficamos, na região alta da cidade, com um ótimo café da manhã e excelente atendimento, fazem com que recomendemos ambos, intensamente.

No meio da tarde saímos em direção a Bristol, cidade próxima cerca de 40 km de Bath e que, para nós, foi uma grata surpresa já que não tínhamos qualquer expectativa em relação a ela. A cidade, na foz do Rio Avon, tornou-se o principal porto britânico para o comércio transatlântico e um dos pioneiros da era dos navios a vapor. A cidade desenvolveu-se como grande centro comercial, enriquecendo com a distribuição de vinho, tabacos e escravos no séculos 17.

Nos chamou muita atenção, o revigoramento da área do seu grande porto, hoje um lugar interessantíssimo, com lojas, restaurantes, praças, construções com decorações de arte moderna, calçadões ótimos para se caminhar e curtir o local.

Ali próximo, um conjunto de edifícios ao redor da King Street inclui a Llandoger Trow, estalagem do século 19. Acredita-se que foi aqui  que Daniel Dafoe encontrou Alexander Selkirk, cuja experiência como náufrago  em uma ilha, inspirou o romance Robinson Crusoé, em 1719.

Dali, fomos visitar a Bristol Cathedral, iniciada em 1140 e terminada séculos depois. A sua majestosa nave, contém várias imagens medievais curiosas como o caracol que rasteja pela folhagem de pedra na Bekerley Chapel, macacos na Elder Lady Chapel e um belo conjunto de celas de madeira no coro.

No alto da cidade, destaca-se um magnífica torre, da Universidade de Bristol, enfeitada com diversos brasões das famílias nobres da cidade. Lá também está a casa Georgiana, pertencente a um rico comerciante da década de 1790 e que ainda preserva os móveis na sala de visitas, louças, lavanderia e área dos serviçais, podendo-se nela ter-se uma perfeita idéia de como funcionava a casa naquela época. Quem estiver na região, pode se aventurar até Bristol que não perderá seu tempo. Recomendamos.

Ao final da tarde, pegamos a estrada rumo a Cardiff, capital do País de Gales. No  início, uma estrada no meio de um vale com escarpas rochosas. Depois um misto de regiões planas e outras acidentadas, até que chegamos nela. Nos subúrbios, conjuntos muito bonitos e bem cuidados em estilo gorgiano. Nos hospedamos no Hilton, que estava com um preço muito bom.

Por fim, o tempo, como era previsto e as fotos mostrarão, é o típico desta região, céu fechado, fog e chuva de vez em quando. O tênis e as roupas impermeáveis que compramos especificamente para esta viagem, seguindo conselho dos casais ingleses que encontramos pelo mundo, estão fazendo o maior sucesso.

Amanhã falaremos de Cardiff e tudo mais que visistarmos no sul do País de Gales ou mesmo da Inglaterra, para onde retornaremos. Beijo a todos.

Um dos quatro conjuntos arquitetônicos que formao o The Circus, Bath

O prédio em meia-lua da Magnífica Royal Crescent, Bath

Visão, desde o Parque Rainha Vitória, do Royal Crescent, Bath

Visão dos recuperados banhos romanos, em Bath

Mais uma visão dos Roman Baths

Pulteney Bridge, sobre o rio Avon, Bath

Parque margeando orio Avon, Bath


Casario da Kings Street, em Bristol

Ao fundo, torre da universidade de Bristol

Globo, na recuperada região do porto de Bristol

Entrada da região dos banhos romanos, Bath


quarta-feira, 2 de maio de 2012

REINO UNIDO - AQUI ESTAMOS NÓS

Seguidores e Seguidores,

Já estamos em Bath, no interior da Inglaterra, quase na divisa com o País de Gales. Hoje foi o fim de um longo dia. Saímos de Florianópolis ontem, por volta das 16,00 horas e chegamos aqui em Bath perto das 17,00 horas, hora local, que está quatro horas na frente em relação ao fuso do Brasil. Voamos com a TAM até o Rio de Janeiro. De se destacar que em Floripa foram despachadas as malas para o destino final, Londres e já emitidos os Tickets de embarque para todo o trecho. Uma tranquilidade, fruto da Star Alliance. 

No Rio de Janeiro, pegamos o voo com a KLM, até Amsterdam, na classe executiva. De plano, ficamos preocupados já que o voo saiu com atraso de cerca de 50 minutos, sendo que a conexão Amsterdam/Londres era muito apertada, somente 1,05 hora. De se ressaltar, todavia, que eles recupararam o atraso durante o voo e ainda chegaram com 5 minutos de antecedência em relação ao previsto.  O serviço de bordo, no que toca ao pessoal, foi magnífico. Atendimento competente e muito cordial. Qualidade das bebidas e das comidas, pode ser considerado médio, em relação a outras companhias com que já viajamos. Na média, foi considerado muito bom e, por isso, recomendamos. A conexão em Amsterdam, foi feita com tranquilidade, apesar do pouco tempo entre a chegada de um voo e a saída do outro.

Em Londres, apenas um pequeno contratempo. A mala da blogueira não chegou. Quando fomos reclamar no balcão da KLM eles já tinham recebido uma mensagem dizendo que a mala já estava noutro voo e que chegaria em meia hora. E assim foi feito. Dali fomos para a hertz pegar o carro, mais um Audi Preto, agora um novíssimo A4, diesel, com GPS no painel. O único defeito é que tinha o volante instalado no lado errado. Nem por isso deixamos de embarcar e rumar para Bath. Como o blogueiro já tinha praticado anteriormente na internet, a questão de dirigir no lado esquerdo da pista, na nossa contramão, não foi problema. O único problema, já sabido anteriormente, é a tendência do carro ser deslocado sempre para a esquerda, com possibilidade de sair da pista, subir em meio, o bater o retrovisor do carona, no carro estacionada naquele lado. Nada que um pouco de atenção permanente e uns poucos dias de viagem não resolvam.  A viagem, pela M4, deu-se primeiro numa região de planícies enfeitadas com douradas plantações de canola. Depois, mais próximo de Bath, tornou-se mais acidentada e montanhosa.

Chegamos em Bath, após um necessário banho e trocar de roupa, já no fim da tarde, por volta das 20,00 horas, fomos dar uma passada no centro e procurar um restaurante para jantar.

O hotel, um cinco estrelas de preço muito bom, chamado Bath Paradise House, é muito chic e aconchegante. constitui-se de uma antiga casa vitoriana, onde fomos recebidos na sala da lareira, voltada para um belo jardim, para o check in, que constituiu-se de um chá para a blogueira e um café para o blogueiro, com kitutes. Preenchidas duas três linhas, ali na mesa da sala, e já estávamos prontos para a suíte, no térreo, com saída para o jardim. Uma delícia. Nos fizeram sentir como se fôssemos membros da família que haviam chegado de uma longa viagem. Amanhã, depois do café da manhã, daremos nossa nota definitiva.

A linda e densa cidade de Bath situa-se entre as verdes colinas da vale do Rio Avon. Em toda parte pode-se contemplar vistas esplêndidas da região rural que cerca a cidade, enquanto as elegantes casas em estilo georgiano, tão típicas de Bath, formam um requintado cenário. Amanhã a conheceremos mais fundo, mas, de plano, mostrou-se linda e agradável de se caminhar pelas suas ruas bem calçadas, fechadas à circulação de carros.

Para o jantar escolhemos o concorrido restaurante do Jamie Oliver, famoso cozinheiro, com programas de TV bem conhecidos, especializado em comida italiana, fruto de uma viagem gastronômica que fez por lá e que vimos na tv. Uma maravilha. A blogueira, uma massa com mashrooms e o blogueiro um rissoto com trufas. Diiivinos. Na sobremesa, deliciosos sorvetes de frutas naturais, salpicados com nozes. Altamente recomendável e imperdível para quem por aqui passar.

Hotel onde estamos

Visão da principal rua de comércio de Bath

Visão da Catedral de Bath
Amanhã tem mais de Bath e de tudo mais que veremos rumo ao País de Gales. Beijo a todos.


sábado, 28 de abril de 2012

VIAJANDO CONOSCO PELO REINO UNIDO

SEGUIDORES E SEGUIDORAS,

Você já ouviu falar do "Angel of the North", uma escultura de 20 metros de altura e com asas com a largura de 54 metros, que pode ser vista deste a Rodovia A1, na cidade de Gateshead, por cerca de 90.000 motoristas por dia e que foi construída para ser o ponto turístico mais visto da Inglaterra?
E que tal o enorme Cavalo Branco, de giz (sim, o nosso giz branco dos tempos de escola) escavado numa encosta de Sutton Bank, no norte da Inglaterra, onde esse minério está a poucos centímetros de profundidade em toda a região?

E a belíssima região do chamado Distrito dos Lagos, também na Inglaterra. Ou a estonteante cidade de York, construída no ano 71 d.c., pelos Romanos, com sua York Minster, uma Catedral de 158 metros de comprimento e 76 de altura e com o maior acervo de vitrais medievais da Grã-Bretanha.

No Cavern Club, em Liverpool, certamente brindaremos com um bom copo de cerveja inglesa, os prazeres com que os Beatles nos brindam até hoje. Por coincidência, assistimos ao vivo o show de um deles, aqui em Florianópolis, no último dia 25.

Na Escócia, a imperdível Edimburgo, Glasgow, as terras altas, o wisky, as gaitas de fole, o kilt com sua padronagem xadrez indicando os clãs das Hightlands (Os Mackenzies, os MacDonalds, os MacLeods, os Mackays, os Sinclairs, os Stuarts, os Douglas, os Gordons, os Campbells e os Frases).

Nas Irlandas, as suas belas capitais Belfast e Dublin, a Calçada dos Gigantes, bem ao norte, uma inigualável formação rochosa simétrica, com enormes paralelepípedos perfeitos como se tivessem sido construídos para uma calçada para gigantes, os majestosos jardins de Powerscourt, Kilkenny, a mais bela cidade do interior da Irlanda, a Newgrange, uma das mais importantes passagens tumulares da Europa e que foi deixada intacta por todos os invasores e redescoberta em 1699.

E o monstro do Lock Ness. Você sabia que se beber umas boas doses do verdadeiro Scotish Wisky, você certamente o verá? É o que certamente faremos quando visitarmos as enigmáticas e fantasmagóricas Hightlands, as famosas terras altas da Escócia. Lá visitaremos Inverness, no extremo norte da Escócia, onde se produz as melhores blusas de cashmere do mundo.

No País de Gales, Cardiff, sua Capital e seu famoso Castelo, a belíssima Conwy, com suas muralhas medievais bem conservadas, a pitoresca Portmeirion, no topo da baía de Cardigan, na qual, em torno de sua praça central há cerca de 50 construções de estilos que vão do oriental ao gótico.

Será por Bath, uma cidade que foi um antigo centro de termas romanas e depois transformada no primeiro spa da Inglaterra que, no próximo dia 02 de maio (viajaremos no dia primeiro), iniciaremos, de carro e dirigindo na contramão, uma viagem pelos cinco países do Reino Unido (Inglaterra, País de Gales, Escócia e as duas Irlandas) e que promete ser uma das mais interessantes que já fizemos, tamanha a riqueza cultural e de ecossistemas que encontraremos.

Dessa região já conhecemos bem Londres, onde já estivemos algumas vezes, o sítio de Stonehendge e Salsbury, cidade próxima desse magnífico monumento da antiguidade. Agora, como sempre fizemos, não sobrará pedra sobre pedra. De Bath iremos em direção ao País de Gales, subiremos em zigue zague entre Gales e o leste da Inglaterra, até entrarmos na Escócia e irmos até seu o extremo norte. No retorno, no leste da Escócia, tomaremos um barco que nos levará às Irlandas, que conheceremos descendo pelo oeste e subindo pela costa leste e retornaremos ao mesmo ponto onde chegamos. De novo na Inglaterra e agora conheceremos a parte oeste até o sul onde, no dia 30 pegaremos o voo de volta para o Brasil.

Será, certamente, uma viagem riquíssima. Muitos castelos, sítios e cidades históricas, boa cerveja, paisagens estonteantes, cultura e história das mais ricas e interessantes do mundo. Diariamente, ilustrado com profusão de fotos, daremos aos nossos seguidores e seguidoras, como temos feito até aqui, os detalhes de tudo o que vimos e sentimos, dicas dos hotéis, restaurantes, comidas típicas e tudo mais que aparecer pela frente.

A companhia de todos que acessarem o blog dará um sabor especial à nossa viagem porque, como o nome do blog já diz, sentiremos como se estivessem, no assento de trás, "viajando conosco". Quando os comentários vierem, melhor ainda, porque saberemos, também, como estão sentindo a viagem e acolheremos de bom grado, sugestões para incrementar nossos roteiros, como também tem sido nosso proceder nas viagens anteriores aqui registradas.

Se tudo correr bem, iniciaremos as postagens no dia 2 de de maio. Esperamos que gostem. Beijo a todos.

Ps. Para melhor visualizar as fotos, um clic na foto e ela ficará em meia tela e você se sentirá quase como se estivesse lá.

Para comentar, em "comentar como: selecionar perfil", selecione "Nome/URL" e basta colocar o nome, não precisa colocar a URL e seu comentário aparecerá identificado no Blog. Se preferir selecionar "anônimo" identifique-se no corpo do comentário.
Narcísio e Dirlei.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PÁSCOA NO PARADOR CASA DA MONTANHA

Seguidores e Seguidoras,


Páscoa é tempo de lua cheia. Para que ela seja usufruída na sua plenitude, sempre que possível, preferimos passar o feriadão num hotel fazenda onde ela pode ser vista e sentida como merece ser. Assim é que, neste ano decidimos curtir o Parador Casa da Montanha (www.paradorcasadamontanha.com.br) na cidade de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha. 

Tivemos o primeiro contato com esse hotel fazenda quando, anos passados, nos hospedamos no ótimo Hotel Casa da Montanha, no centro de Gramado. De lá para cá nunca tinha aparecido uma oportunidade para curti-lo, o que, finalmente, fizemos agora. No dia 04 de abril, pela manhã, pegamos a BR-101 e fomos até Terra de Areia, já no Rio Grande do Sul, quando dela saímos para pegar a bela Rota do Sol, uma  estrada montanha acima, com belos visuais para serem apreciados. Fomos até o trevo de Tainhas onde tomamos a direita em direção a Cambará do Sul. Lá chegamos pela rua principal e, quase ao fim dela tem uma placa indicando  a entrada  à direita para o Parador. Depois de 9 km de estrada sem asfalto, finalmente, depois de  quase 400km desde Floripa, chegamos na Pousada. Note-se que existem outros dois trajetos mais curtos para lá chegar, um por Timbé do Sul e outro por Praia Grande, ambos no sul de Santa Catarina. O hotel não os recomenda porque ambos têm grandes distâncias em estrada sem pavimentação, com permanente risco para os pneus, sem contar a velocidade limitadíssima, em razão da serra e muitas curvas.

Chegamos no Parador por volta das 14,30 horas onde fomos carinhosamente recebidos pelo pessoal da casa que, de plano, antes de irmos para nossa  cabana, nos serviu o almoço, mesmo já tendo sido encerrado o horário para tanto. Depois fomos encaminhados para a nossa Cabana Suíte, chamada Fortaleza. Ela conta com uma pequena varanda na entrada, depois uma sala de estar, com o sofá que pode ser transformado em cama para mais duas pessoas. À esquerda fica o banheiro. Seguindo em frente, a cama de casal, frigobar, armário e mesa. Por fim, uma grande sacada com jacuzzi, que dá para uma riacho com cascata e campos a perder de vista com pinheirais. 

A cabana é diferente de tudo o que já vimos. É necessário entrar no site para entender. Ela é coberta com uma espécie de lona amarela. Embaixo dessa cobertura, de forma independente, uma barraca térmica, composta de 7 camadas de fibra de vidro e outros materiais que são cobertos com um pano decorativo. Nada de tijolo ou madeira, salvo no chão e na armação de suporte.

AS CABANAS - O complexo é formado por 12 cabanas, sendo três suítes como a nossa e outras chamadas cabana luxo. Na nossa, os reparos que devem ser feitos são em relação ao banheiro. A pia é uma pequena de lavabo, com uma torneira longa que cobre quase toda sua extensão. Não precisa dizer que o suporte é todo molhado quando se lava as mãos ou o rosto. Neste último, é uma inundação plena de todo o aparador. No que toca à ducha, o box e o piso são de material bem simples, incompatível com o preço que se paga pela Cabana (de hotel de alto luxo). Outro problema é em relação à sua posição no que se refere ao sol. Pela manhã, o sol bate na entrada, na parte de trás da Cabana e, pela tarde, o sol entra em cheio na sacada e no quarto de dormir. Impossível, com sol quente, ali permanecer. Achamos diferente e boa a Cabana Suíte, mas não vale o custo/benefício.

No que se refere às 09 Cabanas Luxo, que um casal com quem lá fizemos amizade, o Junior e a Nádia, da cidade de Canoas-RS, nos mostrou, definitivamente não recomendamos. Em sua frente, uma pequena varanda com cadeiras. Dela já se entra diretamente no cabana que é, na verdade, um espaço onde praticamente só cabe a cama, e olhe lá. No pé da cama, um banco onde a mala deve ficar, permanentemente arrumada, já que não há armário ou outro local para pendurar o que quer que seja. Tão logo se entra, no canto esquerdo, uma cortina, atrás da qual tem o bacio. Fora dela, uma pequena pia, voltada para a cama. Não tem chuveiro. O banho tem que ser tomado no banheiro comunitário, longe dali, junto ao prédio principal. Imaginem dias gelados da serra. Pior de tudo. Não tem janela. A única abertura é a porta. Fechada a porta, você fica sufocado lá dentro. Pelo preço cobrado, definitivamente não recomendamos.

A COZINHA - Um bom café da manhã, com cereais, iogurte, frios, uma torta, biscoitos, pão integral e branco e  bom café e leite quente sempre à disposição.
O almoço, servido em buffet no estilo campeiro, cada dia com duas carnes, ou peixe, com feijão ou lentilha, verduras e outros acompanhamentos e, ao final, três ou quatro tipos de sobremesa. Como dito, tudo muito campeiro e adequado ao local, além de saboroso.
No final da tarde, das 15 às 17,30, um chá ou café, com biscoitos, mini-pizzas, torta, bolinho de chuva, orelha e gato ou cueca virada(como queiram) e outros quitutes.
No jantar, servido à francesa, já empratado, cada noite, uma ou duas opções. Primeira noite, um carrê de javali, com polenta. Segunda noite Picanha ao molho, na seguinte risoto de camarão e, no sábado, truta. Como pretendíamos tomar um bom chateauneuf du pape,  pedimos medalhão de filet mignon. Tínhamos uma grande expectativa  em relação à cozinha do Parador, já que somos frequentadores assíduos do restaurante Caceria, do Hotel Casa da Montanha, em Gramado, muito bom. Para nossa decepção, todos os pratos do jantar, sem exceção, estavam horríveis. O javali, uma borracha, a picanha, sem graça, o risoto, o arroz arbóreo fora do ponto, muito ao dente, e o camarão, muito cozido e muito tempo congelado, perdeu a consistência carnosa para se tornar uma massa.Por fim,   o medalhão. Pedimos ao ponto. Veio super passado, sem nenhum sabor. Novamente, era como mascar borracha. Resumo: Os jantares foram todos decepcionantes e isso deixamos claro para eles, quando saímos.

O PARADOR - 12 Cabanas, sendo três suítes e 09 de luxo, conforme já descrito anteriormente. Uma Casa-Sede, onde fica uma Casa de Banho para as cabanas luxo, o restaurante e uma sala de estar que, diga-se, é muito pequena para a quantidade de hóspedes. Impõe-se o seu aumento. 
Fica localizado numa fazenda de cerca de  700 ha, o que possibilita passeios maravilhosos, a pé, a cavalo ou em quadriciclo. Num passeio a pé que fizemos, demos de cara, próximo de nós, com um tatu/bola. Graxaim, gralha azul e todo tipo de pássaros e animais típicos dos campos altos. Um riacho médio, com peixe para pescar, corta a fazenda e passa bem próximo das cabanas, onde forma uma cascata. O hotel mantém convênio com uma empresa de aventura que, em Toyatas 4x4 leva os clientes do local para visitar os Canyons do Itaimbezinho (que revisitamos já que ali havíamos estado há 20 anos, quando da nossa primeira visita a Gramado) e o Fortaleza, este ainda sem muito estrutura, mas belíssimo, com vistas que dão no mar e na cidade de Torres-RS, lá embaixo. Nos possibilitou longas caminhadas para, do alto, termos uma melhor visão. Por isso, necessário roupas leves e calçados próprios para esse tipo de caminhada. Em resumo: Uma belíssima região, que merece ser visitada. Outras pousadas na região, com diversos níveis de conforto e preços, abrem possibilidades para todos aproveitarem esse ecossistema interessante.

O PESSOAL DE APOIO - Ponto alto do Parador. Todos simpáticos, solícitos, atenciosos e eficientes.

Apesar dos problemas relatados, a estada foi muito gostosa. O clima é agradável, lua cheia, céu estrelado, silêncio para dormir, noites frias, uma gelada com a temperatura chegando a 4º. A paisagem e as atrações naturais, encantadores. Fizemos amizade com um casal de Canoas, o Junior e a Nádia, outro casal de São José, a Cecília e o Arinaldo, uma família de São Paulo, todos muito simpáticos(casal, mãe da mulher, dois filhos, sendo uma moça e seu namorado). Trocamos muitas idéias, rimos muito, conhecemos coisas novas, bebemos e comemos muito. Esperamos que as fotos que postaremos, ajudem vocês a terem uma visão mais precisa do que curtimos neste feriado. Esta viagem foi o aperitivo da que faremos no mês de Maio, para o Reino Unido, para a qual contamos com a companhia agradável de todos. Beijos. Narcísio e Dirlei. 

Restaurante do Parador

Visão geral do Parador Casa da Montanha

Blogueira no bosque de pinheiros, na Fazenda do Parador

Visão do Riacho que corta a fazenda

Paisagem com pinheiros, na fazenda do Parador

Visão do Parador de outro ângulo

Canyon Itaimbezinho e suas cascatas

A Blogueira, Junior e Nádia, no Itaimbezinho

Paisagem do Itaimbezinho

Canyon Fortaleza

Os Blogueiros, no Fortaleza

Fortaleza

Fortaleza

Noivos posando para fotos no alto do Fortaleza

O aperto da Cabana Luxo

As três Cabanas Suíte

Visão do complexo do Parador

Nossa Cabana Suíte

Visão do quarto de dormir e da sacada da nossa cabana

Visão do quarto de dormir, da sala e da entrada da nossa cabana

Paisagem da Fazenda

Sede do Parador Casa da Montanha





quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

NATAL E ANO NOVO NA PRAIA DO ROSA

Seguidores e Seguidoras,

Como tem acontecido nos últimos anos, sempre procuramos um lugar paradisíaco para desfrutarmos as festas de natal e ano novo, na medida do possível, num bom hotel e desde que a viagem não seja muito longa. Nesse diapasão é que conhecemos os lugares mais belos da vizinha Argentina e alguns recantos de Santa Catarina e do Brasil. Seguindo essas premissas, resolvemos  curtir as festas de fim de ano na hoje mundialmente famosa, a paradisíaca Praia do Rosa, no sul do Estado.

Obviamente que para alcançarmos o paraíso, nós que saímos de Florianópolis no dia 23/12,  tivemos que passar antes pelo purgatório dos engarrafamentos da BR 101 e pela precária, estreita e cheia de lombadas estrada de acesso à Praia do Rosa, no seu melhor acesso, cerca de 5 km depois de sair da 101 rumo a Garopaba, já que o primeiro  só se você estiver de carro de rali.

Ficamos hospedados na Pousada Solar Mirador (www.solarmirador.com.br) tida como uma das melhores do local junto com a Quinta dos Bucaneros. Logo que entramos na portaria da pousada fomos levados até o deck da piscina para nos deliciarmos com um dos mais belos cartões postais do nosso litoral. A pousada fica na encosta de um morro todo arborizado. Do deck se vislumbra os bangalôs um pouco mais abaixo, dentro da vegetação e, lá embaixo uma lagoa azul e límpida que dá nas areias da Praia do Rosa. Para quem está na pousada, o caminho mais curto para acessar a praia é seguir por uma trilha com escadas de pedra por entre a mata até chegar num pequeno ancoradouro mantido pela pousada onde, um barqueiro exclusivo lhe transporta, num pequeno barco movido por uma vara de bambu que, escorada no fundo do lago é impulsionada pelo barqueiro. No barco vão as toalhas de praia, guarda sol e cadeiras que, ao final da travessia, o barqueiro arruma tudo no local da praia que você indicar. Charme e mordomia, como a gente gosta. Tudo era repetido para o retorno da praia para o hotel. Na subida para a suíte, às vezes nos deparávamos com um bando de Aracuã, uma ave do tamanho de um pavão mas com cauda curta e larga e que faz um algazarra infernal. Outras vezes, com lagartos, ou cigarras nos troncos das árvores, pássaros raros e belíssimos. Natureza plena.

Ficamos numa suíte master, composta de sala de estar, sala de dormir,  banheiro e uma enorme sacada, com o mesmo visual antes descrito e com uma ampla jacuzzi onde, depois da praia, com toda privacidade, tomávamos um bom banho ao ar livre ouvindo as cigarras e uma infinidade de canto de pássaros que abundam no local.

O hotel conta com restaurante, o Urucum onde na primeira noite comemos uma deliciosa moqueca, precedida de casquinha de siri, ambas preparadas à moda capixaba, característica da cozinha do restaurante.  Noutra noite, experimentamos medalhões de filet mignon com molho madeira, que também recomendamos. O restaurante também foi responsável pelas ceias de natal e ano novo. Entendemos, todavia, que os pratos e a apresentação do buffet não estavam à altura dos pratos servidos no dia a dia no local. Também o café da manhã, por eles servido, apesar de bom, poderia ser um pouco melhorado para alcançar o mesmo nível do pousada. Nesse sentido demos algumas sugestões que foram prontamente atendidas e nos comprometemos a enviar outras por e-mail, inclusive em relação à toda estrutura do hotel.

O atendimento dispendido pelo staff do hotel, salvo uma exceção na recepção, é muito amigável e eficiente, tanto no hotel quanto no restaurante. Esse ótimo atendimento decorre do carinho e calor humano que os, hoje, nossos amigos Suzana e Roberto, os proprietários da pousada, sempre nos dispensaram. Como são amantes de viagens como nós, conversamos muito e trocamos importantes figurinhas. O mais importante é que estão sempre abertos a sugestões que, após rápida análise, humildemente implantam sem qualquer problema, como aconteceu com muitas que demos, especialmente a blogueira.

A estrutura da pousada conta com salas de leitura, uma com lareira para uso no inverno, quando também é muito bem frequentada, academia, uma casa no meio da mata preparada para massagens, sala de jogos e estacionamento não coberto para os carros.

Na passagem do ano a praia oferece estrutura  para festas e um show pirotécnico que durou surpreendentes  15 minutos. 

O mar, no local, é próprio para surfista, já que muito perigoso para banho e natação, tanto que está repleto de bandeiras vermelhas colocadas pelo corpo de bombeiros que tem estrutura no local, tamanho o perigo que o mar representa para banhistas comuns. A praia conta com restaurantes na sua parte mais sul e muitas bares e barracas ao longo dela toda, com maior concentração na parte norte onde se concentram os surfistas. Dois problemas que demandam  solução urgente por parte da municipalidade: Muitos cachorros circulando livremente por toda a praia, muitas vezes brigando entre si ou ameaçando os frequentadores. Além disso, caminhar pela praia é um frequente risco de levar umas bolada de futebol ou de frescobol já que não há qualquer regulamentação ou local delimitado para tanto. O risco de levar uma bolada está sempre presente.

O centrinho da comunidade, que pode ser acessado a pé deste o hotel, é muito movimentado nesta época, com gente do exterior e do Brasil, especialmente do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, predominantemente de jovens. Muitas lojas, bares, restaurantes e casas de diversão  para todos os gostos. Circular de carro, por ali, é uma aventura. A rua mal comporta dois carros. Apesar das placas de proibição de estacionar e de haver estacionamentos em terrenos próximos, ninguém respeita e a Polícia Militar, apesar de presente, não multa e se omite totalmente. Resultado. Congestionamentos frequentes e carros tendo que competir com pedestres, já que quase não há calçada, além dos constantes riscos de batidas, com os carros  quase se encostando um no outro para poderem circular. Uma bagunça que poderia ser facilmente resolvido com a ação da Polícia local e não é. Denunciaremos. 

Um ponto alto da nossa estada na região da Praia do Rosa e Garopaba foi a excelente gastronomia. Restaurantes de ótimo nível, internacionalmente conhecidos. Frequentamos todos os que pudemos e ainda restaram outros para os quais recebemos recomendação mas não tivemos tempo de experimentar. Dos que testamos, recomendamos:

Restaurante Lua Marinha, na Estrada Geral Porto Novo, SN, Imbituba-SC (acessada pelo acesso que pegamos para chegar no hotel, onde há sinalização). Maravilhoso. Frequentado pelo pessoal do Cirque du Soleil, que inclusive levou a Chef para uma temporada no Canadá. Outra curiosidade é que quando a Madona veio ao Brasil requisitou a chef para preparar delícias da cozinha brasileira para ela. O Caldo do Mar e do Pomar que comemos, com arroz e farofa de banana e cujos frutos do mar levam suco de laranja e mamão é soberbo.

Sol Pizzas, rua Delegado Frontino Martins, 60, na entrada da Praia do Ferrugem, em Garopaba. As Pizzas, feitas com semolina, são as melhores que já comemos. O ponto alto, porém, são as caipirinhas, ahh, as caipirinhas. A nativa, com folhas de tangerina é divina. E o que dizer da italiana, lançamento deste verão preparada com tomate cereja, basílico, limão, gim, vodca e acabamento com azeite de oliva. Simplesmente divina. Além dessas tem a de morango e a de gengibre. É um caso à parte. E ainda tem as cervejas produzidas no local, como a de trigo e uma pilsen que devem ser experimentadas. Imperdível.

Setentaesete Restaurante, Av. dos Pescadores, 77, Centro, Garopaba. Já fomos recomendados pelo nosso amigo Brandão, recomendação lá confirmada pelos locais. Quando você chega no restaurante se assusta um pouco, porque ele parece um bar de frente para o mar, com mesinhas na varanda. Quando nele se adentra, mesinhas pequenas e quadradas, típicas dos restaurantes mais acanhados. Quando os pratos são servidos, tudo muda repentinamente. Louças com design moderno e a comida maravilhosa. Comemos, o blogueiro um risotto de camarão, a blogueira um camarão à baiana e nossa filha Juliana um congrio cozido numa embalagem de papel, onde é servido, com temperos de ervas. Todos maravilhosos, sem contar com o buffet de saladas, antipasto e guarnições que ficam à disposição dos clientes. Altamente recomendável.

Restaurante Zanoni, Rodovia SC 434  km 02, Palhocinha, Garopaba-SC. Fomos recomendados pelas carnes, mas eles também servem peixe e outros tipos de pratos. Pedimos um filet mignon acebolado e um chuletão, que vieram acompanhado de polenta e batata fritas, arroz e feijão. Um abuso. Apesar de ser janta, exageramos, tão saboroso e bem feito tudo quanto foi servido, inclusive o feijão. Recomendamos para os que gostam de exagerar.

Sorveteria Gelomel, localizada na esquina da rodovia que dá em Garobapa, com a Av. dos Pescadores. é importante atentar para o detalhe, porque existe uma Gelomel genérica localizada próximo dali. Sorvetes variados, naturais e com o  real sabor das frutas e outros ingredientes usados. Recomendamos.


Café Doce Suspiro, Av. João Orestes de Araújo, 541, Centro, Garopaba. Aberto diariamente na alta temporada, das 09,00 às 23,00 e, na baixa temporada, das 11,00 às 19,00. Como o café feito na pousada não era dos melhores, estávamos ávidos por um bom café. Assim é que, passeando a pé pelo centro de Garopaba, a blogueira e a nossa filha Juliana que são conhecedoras e apreciadoras da bebida, ao passarem pelo Café Suspiro sentiram o aroma delicioso de café. Já tínhamos passado, mas retornamos. E a impressão se confirmou. Dois cafés pingados e um cappuccino mataram o nosso desejo de um bom café. Eles foram acompanhados de mil folhas, pães de queijo e empadinha de camarão, igualmente deliciosos. A tudo se aliou a simpatia da  Ana Paula e sua mãe, proprietárias. Para quem gosta de um bom café, é uma parada obrigatória em Garopaba.

Não recomendamos:

Refúgio do Pescador, Caminho do Alto do Morro, na Praia do Rosa. Fomos recomendados pelos locais para o que diziam ser a melhor paella da região. Uma decepção. O local é agradável, sofisticado e bem decorado.  A comida e o atendimento, horríveis. Os garçons pareciam estagiários sem nenhum treinamento ou experiência. A Administradora, muito agitada, distribuindo broncas públicas para todo mundo e tentando suprir a "falta de garçons". A paella passou do ponto, quase queimada, e o sal e alguns temperos concentrados só num ponto do prato tornaram-na intragável. Nem o vinho se salvou. Por isso, obviamente, fujam dele.

Nos recomendaram mas não pudemos ir:

Crepe Georgette, Estrada do Alto do Morro (Caminho do Rei), em frente à Pousada Caminho do Rei, aberta todos os dias à partir das 18h e finais de semana no inverno. Dizem que as crepes salgadas e doces, feitas por uma suíça, são divinas para serem degustadas ao por do sol, de frente para uma lagoa, num visual de perder o fôlego no alto do morro.

Pedra da Vigia Bistrô, Caminho do Alto do Morro (Caminho do Rei), Praia do Rosa. Pratos leves, doces, tortas, marzipan, trufas, etc. para brindar a vida a dois ou celebrar um alegre encontro entre amigos. Quem foi, recomenda.

Outro  ponto a ser destacado foi a qualidade do atendimento em todos os restaurantes que frequentamos. Fazemos questão de mencionar porque o atendimento vai além do profissional encontrado em muitos lugares, especialmente pela simpatia, atenção e descontração no atendimento. 

Importante destacar também que no inverno a região é um excelente ponto de observação das baleias francas que procuram a baia da Praia do Rosa para cuidar dos seus filhotes. Há inclusive passeios de barco para observá-las mais de perto.

Um final de ano  completo. Natureza, praia, visuais de perder o fôlego, conforto, bom atendimento, ótimos jantares na excelente gastronomia da região, alto astral. Recomendamos a pousada e uma estada para conhecer esta região linda do sul de Santa Catarina. Um maravilhoso ano para todos, com muita saúde, felicidade paz e prosperidade. Até a nossa próxima viagem. Beijo a todos.

Visão da lagoa e da Praia do Rosa desde a sacada da suíte

Caiaques na lagoa  da Praia do Rosa

Ancoradouro da pousada onde pegávamos o barco para ir à praia

Deck da piscina da Pousada Mirador com vista para o mar

Paisagem vista desde a sacada da suíte

Sacada da suíte master, onde nos hospedamos


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

RESUMO DA VIAGEM À FRANÇA

Quando, no último dia da viagem, fazíamos o passeio de balão pelo Vale do Loir, lá do alto víamos todas as matizes de cores dos jardins dos castelos, das matas, das plantações, do céu azul e dos demais balões que faziam o mesmo percurso. Ali nos demos conta que estávamos  tendo, naquela hora de voo, uma síntese das sensações que havíamos tido até ali  na viagem pela França.

A França que conhecemos é cheia de contrastes, como as cores que divisamos do balão silencioso no céu. Na verdade, estamos convencidos de que a França não passa de um mosaico da Europa que agora conhecemos tão bem e profundamente. Na Alsácia e Lorena, nos deliciando com as belezas de Estrasburgo, Metz, Nancy, Obernai, Colmar, Eguisheim e tantas outras, não sabíamos se estávamos na Alemanha ou na França, tamanha era a identidade desta região da França com aquele país. Os casarios  no estilo enchaimel,  bem cuidados e floridos, o povo, as vitrinas,  os vinhos, tudo nos remetia àquele país.

Nos Alpes Franceses, como em Chamonix, Annecy, Briançon, Aix-les-Bains, Mont Blanc, a subida radical no Aiguille du Midi, seus lagos com pitorescas cidades nas suas margens e encostas, tudo nos remetia à Suiça ou mesmo, à Áustria.

E a Provence, com seu calor, muito sol e céu azul, em Arles, depois de visitarmos a histórica Avignon, uma corrida de touros para uma arena romana, enormes paellas, tradicional e valenciana, nos restaurantes e nas ruas, nas praças música alta e o povo, muitos vestidos para a corrida de touros, a beber e a cantar, cantadores de rua com suas cantigas flamencas, tudo, mas tudo mesmo nos remetia à Andalucia, na Espanha. Quem conhecesse a Andalucia, como nós e fosse colocado ali, de olhos vendados e lhe fosse perguntado, quando se lhe fosse tirada a venda, onde estaria, não hesitaria em dizer que estava na Espanha, em Sevilha, Córdova, Granada, Cadis, Valência ou outro lugar qualquer, mas da Espanha. Todavia, estávamos em plena França, alegre e toda na rua, como em Aix-en-Provence. 

Ainda na Provence, visitando Marselha, sua capital, juraríamos que estávamos num país do norte da África ou até mesmo no Brasil, norte/nordeste.

E a Côte D'Azur, desde Mônaco, passando por Nice, Canes e Saint Tropez e outras tantas do litoral do mediterrâneo, gente rica de todas as tribos européias. O mix total da Europa, desde Italianos até Ingleses.

Nos Pirineus, Foix, Mirepoix, Ax-les-Thermes, Pau, Saint-Jean-Pied-dePort, dentre outros, ora nos remetendo para a Áustria, com seus chalés brancos, com janelas coloridas, no meio de um pasto verde e montanhas ao fundo e ora nos remetiam para o País Basco, com tudo escrito nas duas línguas, restaurantes típicos, muitos espanhóis e muitos peregrinos no caminho de Santiago, que passa por ali. E ainda tem Biarritz, com seu Hotel du Palais, sintetizando a sofisticação, agora no litoral do Atlântico, onde vimos o sol se por.

Subindo um pouco, passando por Bordeaux, La Rochelle e depois a bela e humanizada Nantes, já no encantador Vale do Loir, chegamos à Bretanha onde Rennes, Fougères, Sain-Malo, Dinan e outras mais, com casario escuro, geminado e com seus chaminés, nos remeteram à Inglaterra. A região nos pareceu, também, uma das mais pobres da França, parecendo ser ali o nosso norte/nordeste.

E aí veio a Normandia. Beleza e emoção na medida certa. Começamos pela emoção e beleza rara do Mont Saint Michel. Depois a cidade portuária de Cherbourg, porta de entrada de ingleses e muitos brasileiros do projeto submarino brasileiro. Ali, também, a emoção da inédita visita a um enorme submarino nuclear e a profundidade das suas entranhas.

Depois, o Dia D. Sainte Mère Èglise, onde os primeiros paraquedistas dos aliados pousaram, com tudo registrado em fotos, filmes, aviões, tanques,  roupas e pertences dos soldados, um paraquedas ainda pendurado na torre da igreja, com um boneco representando o soldado que teve a desventura de lá pousar e se tornar alvo fácil. Bayeux onde, acima das lembranças da guerra está a sua tapeçaria, de 70 metros de comprimento, bordada com a história da invasão da Inglaterra por Guilherme, o conquistador.

E tem as praias do desembarque, da libertação, do sangue e da morte  aos montes, vinda dos montes e escarpas, das casamatas nazistas. Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. E os cemitérios  memoriais dos alemães e dos Americanos, este, num lugar tão lindo e esteticamente tão perfeito que parece o paraíso. Destacamos a praia de Omaha, onde mais de 20 mil soldados foram mortos na areia. Ela é belíssima e com areia fina. Pois apesar disso remanesce lá deserta, sem hotéis, sem casas de veraneio, sem restaurantes, sem banhistas. Só um memorial. O respeito por ela é tão grande que os franceses preferem veranear em praias de pedra, na Côte D'Azur ou mesmo ali perto, mais ao norte, do que profanar aquele lugar tão significativo para sua libertação do jugo nazista. E tem também, Caen, 2/3 destruída, palco da primeira grande batalha depois da invasão.

A Normandia, todavia, não é só tristeza, veneração lembranças e turistas americanos. Tem, também, belezas ímpares como Honfleur e as gigantescas e estonteantes falésias, em Etretat. Mais um contraste dentre tantos por nós vividos  nesta viagem de 31 dias.

No centro da França, com Dijon, Lyon, Bourges e na Gasconha com Toulouse e Montauban, a essência da França, equidistante do mar e dos países vizinhos.

E teve também, Rouen, sua catedral tantas vezes pintada por Monet e seu casario maravilhoso, Geverny e a casa e os jardins de Monet e a coroação com uma revisita  às cidades e aos castelos do Loir, com novas descobertas como Chartres, sua catedral com seus vitrais e labirinto da redenção dos pecados, Montrésor e Loches e finalizando, um voo de balão por sobre castelos, florestas, fazendas, plantações e o Rio Loir.

Estas são algumas pinceladas dos contrastes que descobrimos nesta parte da França que ainda não conhecíamos. Outras regiões e cidades foram visitadas. Quem acompanhou, e não foram poucos os acessos, sabe exatamente o quão interessante e complexa foi esta viagem.

E quanto ao povo da França. Também aqui contrastes. Não raras as vezes que consultávamos o mapa e logo se acercava alguém oferecendo ajuda. Sempre que precisamos e pedimos, fomos muito bem recebidos. No trânsito, todavia, mostraram-se muito mal educados. Não espere deles qualquer gentileza. Se você está num aperto ou pretende acessar uma rua, uma rodovia, não espere deles qualquer ajuda. E adoram businar. Nas faixas de pedestres, praticamente em todo o País, eles não param. É um perigo, principalmente para nós que nos acostumamos com o respeito absoluto das faixas nos países de primeiro mundo. Há tanto desrespeito que, quando parávamos para o pedestre passar, eles se surpreendiam e nos agradeciam, como se tivéssemos feito um favor.


Para piorar, todos fumam, desde os adolescentes até os velhos, todos fumam e jogam os restos no chão, pela janela do carro, dos prédios, etc. E as mães com bebês fumam e não têm os cuidados de desviar a baforada dos rostos dos filhos. Daí o motivo pelo qual todos os jovens fumam. Já se viciam desde o útero. E as mulheres, especialmente, que são muito, mas muito feias e mal vestidas, ficam mais horrorosas ainda com um cigarro na boca.


Nos surpreendemos, também, com o turismo doméstico. Na sexta-feira à tarde, as estradas lotavam. Todos se deslocando para passar o final de semana em algum lugar. Tanto assim era que, nos finais de semana os hotéis ficavam lotados, seja qual fosse a região onde estivéssemos. Quanto aos hotéis uma dica. Na terça-feira à noite, especialmente nas grandes e médias cidades, se você não tiver reserva, não dorme. É um dia que eles fazem um evento, uma reunião, que não conseguimos descobrir o motivo e que faz com que todos se desloquem para essas cidades, lotando todos os hotéis.

Os vinhos, queijos e comidas, são um capítulo à parte. Nisso eles são os melhores. Não há restaurante, por menor que ele seja, que não conte com um chef tentando impressionar e fazer o seu melhor. Provamos vinhos, queijos, trufas, champignons, doces, e todo tipo de comida de todas as regiões. Um festival de misturas de sabores, ingredientes e apresentação artística dos pratos.  Um capítulo memorável da viagem.

Encontramos poucos brasileiros viajando pelo país, salvo em alguns  lugares mais famosos, mas fizemos contatos com muitos casais ingleses que nos deram importantes dicas para a nossa próxima viagem, no ano vindouro, para a Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlandas.

Gostaríamos de agradecer a todos os seguidores, identificados ou não. A última que se registrou oficialmente foi a Carol, a quem damos boas vindas.
Muitos tiveram problemas para postar comentários, mas os que conseguiram, tornaram nossa viagem mais colorida e gostosa. Homenageamos todos que acessaram o blog durante a viagem, especialmente aqueles que comentaram, em nome do nosso Amigo Zucco que, com seus comentários sempre muito criativos e espirituosos, nos proporcionaram boas gargalhadas.

Qualquer viagem que fizermos, ou lugar especial que conhecermos, postaremos aqui. Neste ano, de certo, por ora, será o Natal e Ano Novo no Solar Mirador, na Praia do Rosa.

Quem gosta do que nós gostamos ou quem pretender alguma sugestão para as suas viagens, é só acessar. Obrigado mais uma vez, pela sua agradável companhia. Até a próxima. Beijos. Narcísio e Dirlei.