Seguidores e Seguidoras,
Há um ditado no Japão que diz: Nunca diga que algo é magnífico no Japão sem antes visitar Nikko e seu Santuário de Tosho-gu. Depois do que vimos hoje, achamos que eles têm razão.
O dia começou com a acolhida da nossa guia Tanako e o motorista Shige. Ambos simpatissíssimos, atenciosos e muito educados. Ficarão conosco por três dias, fato que nos deixa muito tranquilos. Com o Toyota luxuoso, com todas as mordomias à bordo, seguimos para Nikko, cidade a 100km ao norte de Tóquio.
Tokugawa Iemitsu queria construir um grandioso mausoléu-santuário para impressionar o avô Ieyasua. Durante dois anos, 15 mil artesãos de todo o Japão talharam douraram, pintaram e laquearam sem trégua para criar este conjunto deslumbrante em estilo Momoyama. Embora designado como santuário no período Meiji, retém elementos budistas, entre os quais o pagode, a biblioteca sutra e um portal Niomom. A famosa avenida de Cedro japonês foi plantada por uma senhor feudal do século 17, para substituir uma oferenda mais opulenta que ele deveria fazer.
A arquitetura do Santuário Tosho-gu é impressionante pelo seu colorido, suas esculturas com mínimos detalhes, seus laqueados, sua arquitetura, seus portais, pagodes, tudo deixando você inebriado sem saber para onde olhar. Esperamos que as fotos sejam fiéis ao que vimos. Merecem destaques o pagode logo na entrada, doado por um daimyo, um senhor feudal, em 1650. Cada andar representa respectivamente, a terra, o fogo, o vento e o céu. O estábulo sagrado, cujo entalhe dos três macacos em madeira natural, um fechando a boca, outro os olhos e outro os ouvidos, originando o mundialmente conhecido, não fale, não veja e não escute coisas ruins.
Tudo lá é de uma beleza inigualável e merece uma visita.
De lá fomos para o Santuário Taiyuin-byo. Finalizado em 1653, é o poderoso mausoléu do poderoso terceiro xogun Tokugawa Iemitsu (1604-51) neto de Ieyasu e que fechou o Japão ao comércio estrangeiro, isolando o País por 200 anos. Situado em um bosque de cedros, tem uma série de portais adornados que vão subindo até o mausoléu. Uma subida que vale a pena, apesar das íngremes escadas.
Dali fomos para o Palácio Imperial Tomazawa, construído em 1899. A mistura da beleza dos períodos Edo e Meiji, em seus 106 quartos, como surgiu em Tóquio, como residência de um ramo do clã Tokugawa, antes de servir momentaneamente de palácio imperial. Uma vez transferido para Nikko, funcionou como um retiro de verão para o imperador e seu grupo, até a Segunda Guerra Mundial, quando foi abandonado. No ano 2000 viu as extensas renovações concluídas, e agora reina como uma das mais antigas construções de madeira do Japão. O interior mistura toques ocidentais, como carpetes e lustres, juntamente com portas de correr shoji japonesas tradicionais e tatames. Os jardins circundantes são especialmente encantadores, bem cuidados e tranquilos. Aqui se pode ver com precisão a diferença dos palácios medievais europeus, suntuosos, com a leveza e simplicidade dos palácios japoneses.
Por fim fomos no Narabi Jizo, o Bodhisattva, protetor das mulheres, crianças e viajantes nos seis reinos de existência. Hoje lugar de oração pelas crianças desaparecidas. Muitas estátuas, cada uma com rosto diferente da outra, são revestidas de coletes vermelhos brilhantes ou chapéus de tricot em reconhecimento da sua importância para as crianças. Ali fizemos um pic nic, sentados nas pedras ao som do rio de rugia nas pedras vulcânicas.
Após uma passagem pela bela ponte sagrada, primeira ponte construída em Nikko em 1636, retornamos, felizes, extasiados e satisfeitos para Tóquio onde ainda tivemos tempo de passar na rua das cerejeiras e registrar a beleza desta semana florida que tivemos sorte de assistir.
A noite ainda nos reservou o restaurante Mon Cher Ton Ton para o Steak de Kobe, aqui o original. Muito diferente. Uma grande mesa redonda, com uma chapa na frente de cada casal, onde tudo é feito por habilidosos cozinheiros. Entrada de Ceasar Salad, depois foie gras para a Blogueira e três vegetais refogados funhi para o blogueiro e, finalmente, o Bife de Kobe, ao ponto, com batatas e arroz japonês, (o preparo é um espetáculo à parte, tamanha agilidade e habilidade do cozinheiro) tudo acompanhado por um ótimo tinto montepulciano. Ahh Montepulciano e suas torres, na bela Toscana. Para terminar, um sorbet de limão, num reservado com poltronas, já que a noite merecia. simplesmente um jantar não sei do qual, dos muitos deuses japoneses.
Amanhã nos dedicaremos a Tóquio. Museu Nacional, Akasusa, Parque Ueno e suas mil cerejeiras floridas, Ianaka e muito mais. Tudo estará aqui. Até. Beijos a todos. Narcísio e Dirlei.
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Esta e as próximas são do maravilhoso Santuário Tosho-gu em Nikko |
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A escultura mais importante do templo Tosho-gu, o gato simbolizando a paz e o silêncio no local |
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Três templos em miniatura, para as cerimônias externas |
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A escultura em madeira dos três macacos, não ouça, não fale e não veja coisas maléficas |
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esculturas de animais que eles sequer conheciam. Só por ouvir dizer |
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Símbolos das oferendas feitas ao templo. De madeira e de ferro, de acordo com montante doado |
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Pagode budistas neste único lugar de sincretismo com o shintoísmo |
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O templo e o mausoléu feito na exuberância verde dos cedros japoneses |
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Rio à beira do qual fizemos pic nic no Jizo |
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Esculturas das crianças, no mesmo local, vestidas de vermelho |
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O bife de Kobe sendo assado na nossa frente no restaurante Mon Cher Ton Ton |
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Aqui o foie gras |
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Os blogueiros, esperando o jantar, com um tinto Montepulciano |
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Os habilidosos cozinheiros em ação |
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As cerejeiras floridas, na rua do mesmo nome, bem em frente da nossa suite |
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No detalhe |
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Esta e as próximas, do Palácio Imperial de Nikko |
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Os jardins do palácio |
Fantástico! De ponta a ponta. Nikko parece cenário de filme de tão perfeita.
ResponderExcluirContinuo acompanhando o blog.
Beijos, Maria Emília
Doutor Narcísio, que lugar maravilhoso!! Fiquei encantada pelas fotos e pela riqueza na descrição do local e suas particularidades. O blog, como sempre, está sensacional, nos transportando aos locais que vocês conhecem!
ResponderExcluirBeijos, Ana.
O bife, o vinho, as flores, os templos, o rio...
ResponderExcluirÉ muito bom viajar virtualmente com vcs !
Abraço
Klitzke
Beleza de descrição e as fotos estão cada vez melhores. Grande beijo.
ResponderExcluirHeloisa e Paulo
Amei, da descrição à rua das cerejeiras impressionante tal qual o palácio ... Beijos
ResponderExcluirTudo muito diferente e bonito mas as cerejeiras me encantaram...
ResponderExcluirQueridos Narcísio e Dirlei
ResponderExcluirFotos maravilhosas. Impressionantes as cerejeiras em flor!!!
E uma constatação: aqui no Brasil dizem que todo japonês é "Tanaka". Mas, pelo que observo no relato de hoje, só 50%, porque, dos dois japoneses citados, só um (a guia) é "Tanako"...
Abração, do Zucco.
Também achamos lindas as fotos! As cores do lugar também impressionaram! Parabéns!
ResponderExcluirBeijos
Thiago e Jac
Fotos maravilhosas e com certeza uma viagem para ficar na memória e no coração.
ResponderExcluirAbraços, Dani
DR NARCISIO! bom dia! preciso saber se esta recebendo emails.
ResponderExcluirObrigada e estou adorando todo as informaçoes.
Abraços
Jo Cintra