Mostrando postagens com marcador Ribeauville. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ribeauville. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de setembro de 2011

Obernai, Sélestat, Castelo H-Koenigsbourg, Ribeauville e Riquewihr. França ou Alemanha

Seguidores e Seguidoras,

Hoje foi um dia cheio de dicotomias. Ao visitarmos as jóias raras da Rota do Vinho, na Alsácia francesa, não sabíamos se estávamos num sonho ou acordados. Quando descobríamos que estávamos acordados não sabíamos se estávamos na Alemanha ou na França. Por isso, foi um dia cheio de fortes emoções, num sol e num calor abrasadores e numa concentração de belezas somente comparáveis a outras que já tivemos em outras partes do mundo.

Primeiro, uma dica que temos dado aos amigos e àqueles que nos perguntam. Quem gosta de conhecer cidades caminhando muito, como nós,  é de todo desaconselhável viajar para cá nos meses de julho e agosto já que o calor infernal torna a caminhada sofrida e o prazer das viagens menor. Hoje tivemos uma amostra disso, e olha que já estamos no final do verão aqui. Pleno sol e muito calor.

Vamos ao que interessa. Saímos do ótimo Le Parc, de Obernai e do seu ótimo café da manhã e fomos para o centro de Obernai, para explorá-la. Maravilhosa. Suas casas enxaimel com uma profusão de flores nas soleiras, aliada à conformação da cidade, nos fez lembrar as mais belas cidades alemãs e suiças que já visitamos. E as suas casas de doces, com vitrines cheias de delícias alemãs/francesas, uma perdição.

Obernai fica  no extremo norte da Rota do Vinho e mantém o sabor da autêntica alsácia: os residentes falam alsaciano e nas cerimônias reliogiosas, homens e mulheres costumam usar roupas típicas. Encontramos alguns assim, pelas ruas. A place de Chapelle tem uma fonte renascentista, o Hôtel de Ville(prefeitura) do século 16, e o Kapeltlturm, o campanário com galerias góticas. As ruas leterais têm casas medievais e renascentistas com madeirame à vistas. Um passeio pelos cafés da rue du Marche acaba ao lado das muralhas que antigamente protegeram ao cidade dos invasores e hoje proteje o patrimônio histórico para seus moradores e para os invasores de hoje, nós, turistas. Se você só puder visitar uma cidade da rota dos vinhos, essa cidade, sem qualuer dúvida, é Obernai.

Dali, poucos kilômetros depois, estávamos em Sélestat. Aqui a cidade já não é tão bem cuidada como Obernai. É uma beleza mais rústica já que o casario medieval está preservado, mas não muito enfeitado com flores ou uma pintura mais elaborada. Interessante, todavia, de ser visitada. Durante a Renascença, Sélestat foi o centro intelectual da Alsácia, com uma tradição humanística promovida por Beatus Rhenanus, amigo de Erasmo. A Bibliothèque Humaniste tem uma magnífica coleção de  edições de alguns dos primeiros livros impressos, incluíndo o  primeiro livro citando a América, de 1507. Perto está a Cour des Prélats, uma mansão coberta de hera e a Tour de l'Horloge. A Église de St-Foy é do século 12 e tem um campanário  octogonal. Do lado oposto, a Église de st-Georges tem telhas borgonhesas verdes e vermelhas. Um cidade culturalmente muito consistente.

Mais alguns kilômetros entre vastas videiras e montanha acima, chegamos ao Château Du Haut-Koenigsbourg. Pairando sobre a linda vila de St-Hippolyte, este castelo é a atração mais popular da Alsácia. Em 1114, o imperador da Suábia, Frederick de Hohenstaufen, construiu seu primeiro castelo teutônico. Destruído ou queimado ele foi reconstruído na sua versão original pelo Kaiser Guilherme II, tendo como arquiteto Bodo Erhardt, no final do século 19. O castelo é enorme, estendendo-se por todo o topo da montanha, com paredes portentosas, que oprimem você. Parte dele está em reforma, mas a parte que percorremos está cheia de coisas interessantes que retratam a vida ali, na Idade Média. Um visita recomendada, mormente porque, a partir de suas ameias tem-se um belo panorama das terras do Reno fazendo divisa com  e Floresta Negra e os Alpes. No outro lado há vistas extensas, e o hoje o dia estava perfeito, dos altos do Parque Nacional Vosges às vilas e vinhedos abaixo.

Menos de 20 kilômetros depois já estávamos em Ribeauvillé, outra rara jóia da Rota dos Vinhos. Vigiada por três castelos em ruínas, que víamos por entre o casario preservado, a cidade é encantadora. Esse status se deve, em parte, às boas vendas dos vinhos grands crus da Alsácia, especialmente o Riesling. Há vários pontos de degustação, especialmente na parte baixa da cidade.

Na Grand'Rue, e bota grande nisso, estendem-se casarios conservados e enfeitados, prédios históricos e especialmente casas vendendo o kougelhopf, pelo qual a cidade é conhecida como capital, famoso bolo de amêndoas alsaciano, de sabor leve. Tortuosas ruelas se dobram quando passam pelas casas dos artesãos e dos vignerons, na parte alta da cidade. Pouco além de fontes renascentistas, fachadas pintadas e St-Grégoire-Le-Grand, uma igreja gótica. Dali, uma trilha sinalizada leva aos vinhedos. Um cidade portentosa em beleza e opções culturais e históricas. Depois de Obernai, é a mais bonita da rota e uma visita, com tempo, valerá muitíssimo a pena.

Por fim, cada vez mais em estradas circundadas com grandes vinhedos carregados de uva, a perder de vista, chegamos à pequena Riquewihr. Os vinhedos chegam até suas muralhas. A vila pertenceu aos Condes de Wurtemberg até a revolução e prosperou com o vinho, de tokay a Pinot Gris a Gewürztraminer e Riesling. Virtualmente um museu ao ar livre, Riquewihr tem muitas vielas de pedra, varandas efeitadas com flor em suas belas casas enxaimel, pátios circundados por galerias, românticas muralhas e torres de vigia. Inicia-se a visita por uma arcada que passa debaixo do Hôtel de Ville e dali um desfile de incontáveis belezas, que só estando lá para sentir.

Ano passado o nosso seguidor oficial Nelson Mendes nos mandou um e-mail com lindas fotos de todas essas cidades e nos aguçou a vontade de conhecê-las. O que encontramos foi muito além das nossas expectativas. Fizemos a todos um convite. Venham prá cá!

Passaremos a noite na cidade de Colmar, conhecida como a capital da Rota do vinho da Alsácia. A cidade, como todas as outras na região, está lotadas de turistas, mormente considerando que os franceses aproveitam o final de semana para passear. Encontramos a última vaga do All Seasons. Jantamos no centro histórico, comida Italiana, no A Romântica, na Grand'Rue. Como honesta e saborosa. Recomenda-se.

Amanhã conheceremos Colmar e depois decidiremos para onde seguir. É só acessar o blog que saberão. Até lá. Beijos. Narcísio e Dirlei.

As próximas sete fotos mostram um pouquinho das belezas que vimos em Obernai







Antiga casa de banhos de Sélestat

Biblioteca Humanística de Sélestat, com alguns dos livros mais antigos já escritos

As próximas cinco fotos, visões de Sélestat






Visão Parcial do enorme e portentoso Castelo de Haut-Koenigsbourg

Salão de jantares e festas do castelo

Outra visão do castelo, de cima

Esta e as quatro fotos seguintes, visões de Ribeauvillé



Banda de flautas e tambores, desfilando por Ribeauvillé


Esta e as quatro fotos seguintes, visões de Riquewihr