quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

TORRES DEL PAINE, PATAGÔNIA CHILENA E NATAL. TUDO A VER.

Seguidores e Seguidoras,

Conforme já apresentamos na última postagem e como temos feito nos últimos anos, passamos a temporada de Natal no Explora Patagônia, um cinco estrelas de cara para as famosas Torres del Paine, na Patagônia Chilena e sobre o qual falaremos um pouquinho mais adiante.

A viagem foi feita pela Latam, empresa formada pela TAM brasileira e pela LAN chilena.Como já havia acontecido no ano passado, quando fomos para o Atacama e os estamos processando por isso, novamente tivemos problemas. Na viagem São Paulo/Santiago, fomos na classe executiva. Se não a tivéssemos pago com milhas, não teria valido a pena. É certo que as poltronas são mais largas, mas reclinam muito pouco, como uma poltrona comum. O serviço foi normal. Valeu apenas pelo fato da espera dos voos ter sido feita na sala Vip. Outro problema, e que nos causou transtornos na entrada no Chile, foi o fato de não terem entregue aos passageiros, o formulário adequado para a entrada no País. Quando chegamos  no guichê, o funcionário, após dizer que o fato já havia acontecido com outros passageiros do mesmo voo, nos entregou o formulário para preenchimento na hora, num balcão ao lado, e depois retornamos a ele para finalização do procedimento.

Como o voo para Punta Arenas seria  no dia 21 bem cedo, havíamos feito a reserva no Holliday Inn, um hotel novo que fica no complexo do aeroporto. Basta sair dele, cruzar a faixa de pedestres e você já está no pátio do hotel. Fantástico. Bom quarto e muito bom café da manhã. O recomendamos para quem tem que fazer conexão naquele aeroporto e tem que passar uma noite em Santiago.

No dia seguinte, como o voo era doméstico, chegamos cerca de uma hora antes para fazer o check in. Entramos na fila e fomos informados pelos funcionários da empresa que tínhamos que fazer o check in na máquina e voltar para a fila para entregar as malas. Fomos até o totem de check in e, para nossa surpresa, a máquina recusou dizendo que o voo já estava fechado. Voltamos aos funcionários e eles nos disseram que não havia mais o que fazer, que havíamos perdido o voo apesar de ainda faltarem mais de 40 minutos para sua saída. Insistimos mas não deu resultado. Fomos parar numa fila de voos perdidos para remarcação. Uma demora monumental até o atendimento e, quando pensávamos que o problema ali se resolveria, ledo engano. As malas foram despachados em stand by e, após recebermos um ticket stand by, fomos enviados para a sala de embarque, para o portão 23B, para remarcarmos o voo. Lá chegamos, outra fila muito demorada. Uma confusão total. Não conseguiram nos colocar no voo seguinte, das 9,30 h e só nos relocaram para um voo às 14,40. Com a ajuda da Jo, da JoCintraViagens, nossa agência aqui no Brasil, o Hotel foi avisado, para mudança do horário de transfer e, inclusive já estávamos trabalhando a possibilidade  de comprar passagem noutro voo. Por isso, a dica quando viajarem para o Chile com conexões é chegar no aeroporto , mesmo em caso de voos domésticos, com duas horas de antecedência, pois percebemos que lá eles tem uma indústria de perda de voos, tanto que eles sempre têm dois guichês, lotados todo o dia com situações semelhantes a nossa, ou de mudança repentina do portão de embarque, sem mudar no display e somente avisar isso em espanhol num sistema de som horrível, fato acontecido com uma família que esteve conosco no mesmo hotel em Torres del Paine.

Depois de uma escala em Puerto Montt, chegamos no fim da tarde em Punta Arenas e, após mais de 4,30 h de viagem pela Patagônia Chilena, mais uma parada para jantar por conta do hotel, já chegamos próximo da meia-noite no hotel. Cansados, banho e cama. No dia seguinte, como nossa suite tinha uma janela em toda a sua extensão, quando levantamos a cortina quase caímos de costas. A nossa frente se descortinou a paisagem mais linda, mais impactante que já tivemos desde os quartos de hotel onde nos hospedamos por esse mundo afora. No primeiro plano um lago de águas verde-claro, com ilhas verde-escuro e, logo ali, ao fundo, bem próximo, imponentes, as Torres del Paine, por nós muito vistas em revistas e documentários de TV e, de muito, muito longe, desde El Calafate, na Argentina e, agora, ali, quase ao alcance das mãos. É de perder o fôlego. Lindo, lindo, lindo. Ao lado do hotel, quase debaixo dele, uma cachoeira, o Salto Chico, que escoa a água do Lago Pehoe, para outro lago mais abaixo. Ou seja, para qualquer lado que se olhe, a paisagem do hotel é magnífica.

O Hotel, olhado de longe, tem a forma de um navio, todo branco e seu interior com uma decoração suave, em madeira clara. O restaurante tem, de um lado, a paisagem do Lago Pehoe e das Torres del Paine e, de outro, o Salto Chico e o lago mais abaixo. Ou seja, não há como não ter inspiração nas três refeições já incluídas na diária. O café da manhã, muito bom, com variações de sucos, cereais, yogourtes naturais, frios, pães frescos, doces e geléias. O almoço e o jantar, quando não se está em aventura, servidos sempre num cardápio com duas entradas, dois pratos quentes, muitos com uma variedades de peixes dos férteis mares chilenos e trutas da região, duas opções de saladas e cinco ou seis de sobremesa. Tudo muito bem feito, servido na quantidade certa, bem apresentáveis e saborosos. Incluídas, também, uma ótima e variada seleção de vinhos chilenos, cervejas e sucos. Nos passeios, os guias levam lanche, almoço, água, chás e até sopa, tudo como já contamos quando estivemos no mesmo Hotel Explora, no Atacama.

Importante informar que, ao invés de publicarmos todas as fotos no final da postagem, como normalmente fazemos, as publicaremos depois de cada tópico tratado. Aqui vão as do hotel e seu meio ambiente.


Esta e as fotos seguintes são das paisagens do Hotel e suas cercanias



Paisagem vista da janela da suite onde nos hospedamos



Ancoradouro do hotel no Lago Pehoe


O Hotel Explora Patagônia



Lago que fica na parte de trás do Hotel com vista do prédio da piscina








A blogueira na passarela que margeia o lago dos fundos do Hotel




O Salto Chico, ao lado do Hotel

Nesta e nas próximas, os blogueiros conhecendo as cercanias do hotel





O Salto Chico e o Hotel





A linda vista desde o restaurante do hotel


O mascote do hotel, animal típico da região que vive em bandos mas que preferiu viver sozinho no terreno do hotel


Quanto às opções de aventuras e passeios, este hotel perde para o do Atacama, tanto na organização do que você vai fazer durante todo o período que ficar lá, quanto na variedade de opções e até no impacto que elas causam.

No primeiro dia descansamos pela manhã e, no período da tarde fomos fazer uma caminhada de cinco quilômetros até os pés das Torres, que eles chamam Los Cornos. Depois de passarmos por alguns lagos e conhecermos a vegetação da Patagônia extremada,  chegamos bem próximos da famosas torres, tendo apenas um pequeno lago a nos separar. Como sempre, mais no fim da tarde, elas estão parcialmente cobertas de nuvens, o que quase sempre acontece, mesmo com pleno céu azul em toda a região.  Parece que elas atraem nuvens e chuvas  e, até neve nesta época, só para elas. Depois das fotos, no retorno passamos pela maior queda d'água, o Salto Grande, que alimenta o Lago Pehoe, cujas águas, como vimos, desaguam no outro lado, perto do hotel, no Salto Chico.


O Salto Grande, no caminho para visitar as Torres



A Família do Stéphane, posando na frente das Torres del Paine

Aqui os blogueiros com as Torres ao fundo










Percebam a variação de cores das rochas das Torres del Paine. A mais clara é granito.






Caminhando rumo às Torres


Esta e a próxima dão uma noção do que o grande incêndio de 2011 causou no Parque



Para o dia 23 programamos um passeio full day, para conhecer o Glaciar Grey.  Logo cedo, devidamente equipados para uma longa caminhada de 12 kms, pegamos o barco do hotel, no Lago Pehoe, que nos levou até o outro lado, após contornar uma montanha, onde inciamos a caminhada, junto com a mãe e três filhos americanos e o guia Tomás. Uma caminhada pesada, por entre vales, subidas e descidas longas, tendo a nossa esquerda, o lago das águas do derretimento do glaciar, com alguns icebergs à deriva. O caminho era muito irregular e estreito, com pedras, raízes e pequenos riachos para serem cruzados. Roupas e calçados impermeáveis são indispensáveis para esta aventura.  No final da longa caminhada, pegaríamos um barco que nos levaria ao pé do glaciar e depois nos deixaria num local onde, após caminhada leve, pegaríamos a van para o hotel.  Por absoluta falta de sorte, quando já estávamos quase no fim da caminhada, o guia recebeu uma mensagem de rádio informando que o motor do barco quebrara e que poderíamos apenas ver o glaciar de um belvedere no km 10 e retornarmos todo aquele difícil caminho, a pé. Ou seja, o que seria uma caminhada de 12km, transformou-se numa de 20km, agora com chuva, vento e frio intenso. Na metade do retorno paramos para o almoço debaixo de umas árvores, com três opções de sandwiches, de peixe, de carne e vegetariano, salada, sopa quente, creme de abacate e outros acompanhamentos e, no final, chá, café e doce típico, de sobremesa. Não pudemos ficar muito tempo ali porque o frio estava começando a ultrapassar as roupas grossas e impermeáveis que vestíamos. No meio da tarde, exaustos, com os pés e joelhos em frangalhos  chegamos no hotel, onde descansamos o resto do dia. Não sentimos muito o fato de não termos ido até os pés do Glaciar Grey, de barco, porque já fizemos essa atividade em outros glaciares pelo mundo afora, inclusive o Perito Moreno, naquela mesma região, no lado Argentino.


Almoçando no meio da caminha de 20 km para o Glaciar Grey

Esta e a próxima, o Glaciar Grey


Icebergs que se liberaram do Glaciar Grey



A longa caminhada rumo ao Grey


No dia 24, pela manhã, uma cavalgada pela Patagônia. De van fomos levados até uma fazenda onde fica o estábulo do hotel, com lindos cavalos que já estavam selados quando chegamos lá, junto com o Herardo, um mexicano, com quem firmamos uma ótima amizade e da qual falaremos mais adiante e do John e sua esposa, um casal de origem chinesa que reside em Nova Jersey. Os cavalos eram maiores do que aqueles que costumamos montar aqui em Floripa, encilhados de maneira diferente, com a sela sobre um grosso pelego de lã e o modo de segurar a rédea com apenas uma mão e não com as duas, estilo da escola de equitação daqui. Feitos os ajustes, depois de  colocarmos o capacete e uma perneira de couro, lá fomos nós enfrentar o vento frio da Patagônia Chilena, num trajeto bem variado, com pampa, subidas e descidas íngremes, cruzamento de rios, passagem por áreas arborizadas, tendo que desviar dos ramos das árvores. A certa altura, o cavaleiro guia e os mais experientes ginetes, a blogueira e o Herardo foram trotar, ao passo que os demais seguiram o trajeto até um local próprio para fotos, com as Torres ao fundo, onde nos reunimos novamente e fomos até o final do trajeto que durou cerca de uma hora e meia. Chegando no estábulo, para quem gostava, no fogão do galpão nos esperava um mate quente e um papo com os peões em volta do fogão à lenha. Tirando o vento frio pela proa, foi uma manhã muito agradável.


Esta e as próximas são da cavalgada que fizemos pela Patagônia Chilena










A blogueira (a última) trotando pela Patagônia Chilena



Atravessando o rio



Os blogueiros montados



No período da tarde, guiados por uma guia Americana perdida por estas bandas, Courtney, fomos conhecer o impressionante Lago Sarmiento, único na região. Não é alimentado por nenhum glaciar, está secando aos poucos, apesar de ainda ser muito profundo, e tem uma característica ímpar. Nas suas margens tem uma espécie de recife branco, formado  há milhões de anos pelas bactérias que primeiro produziram oxigênio  no planeta e, por isso, foram responsáveis pela vida na terra. Isso aconteceu há milhões de anos na Austrália. Os recifes do Lago Sarmiento e de outros localizados nas Bahamas são muito mais jovens e ainda não se tem ideia de como elas  foram parar naquele lugar remoto. Impressionante. Tínhamos visto documentário na TV que contava a origem daquelas bactérias e consequente vida na Terra e nunca imaginávamos pudéssemos ver os seus resquícios na Patagônia Chilena. Incrível. Naqueles recifes é que os Pumas e as raposas da região costumam fazer suas tocas para criar seus filhotes. Na longa caminhada de 6 kms nos aprofundamos no conhecimento da fauna e da flora patagônica.


Esta e as próximas mostram o Lago Sarmiento com os recifes em suas margens produzidas pelas bactérias que deram origem á vida na terra 









Esta e as próximas são das paisagens desde a trilha que levou ao Lago Sarmiento











Na ceia de natal, o ambiente do restaurante foi sofisticado, com velas, composição de mesa e cardápio especial, que fizemos acompanhar com um Tinto Montes Alpha, um blend de 80% de Cabernet Sauvignon, mais outros três vinhos, que, quando foi pedido e servido, causou um frisson, com imediata troca dos copos de vinhos que já estavam na mesa, procura de um decanter e comentários dos que passavam pela mesa e coxixos nas mesas circunvizinhas. Tudo se justificou, até o seu preço, um dos mais altos da Carta. O vinho estava divino e foi sorvido até a última gota. No final da ceia apareceu até um Papai Noel, um pouco mirrado, é verdade, mas um Papai Noel.

Dormimos até tarde no dia de Natal e, porque chovia lá fora e nevava nas montanhas, foi propício para o recolhimento, o descanso, a leitura e o deleite daquela paisagem típica do Natal mais próximo dos pólos. 

No dia 27, o melhor programa. Próximo do meio-dia as vans do hotel nos levaram, depois de 1,20h pelas paisagens patagônicas, guanacos, raposas, emas, patos, condores, gaviões, etc.etc. etc., todos com filhotes, até a fazenda onde, na entrada do galpão fomos recebidos com empanadas de carne e pão com linguiça. Adentrarmos no recinto, no seu centro, um fogo de chão, com cordeiros e outras carnes assando ao seu redor e acompanhamentos e vinho à vontade numa mesa e num bar lateral. Faca e garfo na mão, nos atracamos nas costelas, no pernil, no carrè, enfim, exageramos e, inclusive, esquecemos outras carnes de gado e de aves que estavam disponíveis. Dava gosto de ver os americanos, franceses, suíços, mexicanos, grudados nas costelas com as duas mãos engraxadas e se deliciando. Não temos dúvidas em afirmar que foi o melhor cordeiro patagônico que já comemos por estas bandas, incluindo a Argentina (que eles não nos escutem).  Divino. Saímos de lá tortos de tanto comer aquele cordeiro bem assado e temperado, acompanhado de um bom tinto. Só fomos lembrar de fotografar quando o bicho já estava quase depenado, como poderão conferir nas fotos. No local havia opções de cavalgadas e caminhadas, mas, nas condições em que nos encontrávamos, resolvemos voltar para o hotel para nos recuperarmos da comilança e beberança. Imperdível, para quem se aventurar por lá.


Ema com filhotes, no caminho para o Churrasco


Guanacos com filhotes no caminho para a Fazenda onde foi servido o cordeiro patagônico. As próximas, mais paisagens da Patagônia no caminho




O fogo de chão que assou o cordeiro





Outro ponto alto da estada no Explora Patagônia, foi a interação e as amizades que fizemos com outros hóspedes do hotel. A maioria, cerca de 70% era de americanos, alguns dos quais, muito simpáticos. Aprofundamos, todavia, amizade com o mexicano Herardo, sua esposa Pilar e seus três filhos Antônio, Camila e Júlia, e com francês da Bretanha, Stéphane, sua esposa Ann, a belga da Antuérpia, Lisa e seus três filhos, dua filhas nascidas em Paris e um filho nascido nos Estados Unidos, para onde foram, já que ela foi contratada para a área de desenhos dos Estúdios Disney. Conversamos muito, trocamos cartões e prometemos  manter contato e nos visitarmos quando pudermos. Essa interação com gente de todo o mundo é, sem dúvida, um dos maiores ganhos que temos tido em nossas viagens. Já temos uma rede de contatos pelo mundo afora, com quem podemos contar, ou visitar, nas nossas viagens futuras.


O Stéphane, a Ann e seus filhos. Nossos Amigos Franco/Belga/Americanos

O Herardo, a Pilar, o Antônio, a Camila e a Júlia, a Família de amigos Mexicanos


Outro destaque que merece ser feito desta viagem foram os livros que lemos. O blogueiro, Cérebro&Crença, de Michael Shermer (De fantasmas e deuses à política - Como o cérebro constrói nossas crenças e as transforma em verdades) e a blogueira História Geral do Anti-Semitismo, de Gerald Messadié.

Na comparação entre os dois Exploras onde estivemos, o Patagônia, sem dúvida ganha pelo ambiente indescritível onde está localizado e o Atacama ganha por maior organização das aventuras, as quais também são mais diversificadas e interessantes. Cada um, todavia, vale de per si, pelo seu sistema 'all inclusive', inclusive toda a estrutura e suporte para os passeios e aventuras, com pessoal profissional do próprio hotel. Fica aqui, pois, uma sugestão de viagem, em lugar mais próximo de nós, especialmente quando tivermos voos diretamente de Florianópolis para Santiago que, segundo dizem, será para 2014. Um ótimo 2014 para todos os fãs deste blog, que nos acompanharam nas viagens que fizemos neste ano para a Índia, Estados Unidos, São Francisco de Paula/RS e Torres del Paine e que, certamente nos acompanharão naquelas deste ano, talvez China, Japão, Cambodja ou mesmo, outros lugares aqui mais perto. Tudo, todavia, estará aqui em detalhes. Beijos a todos. Narcísio e Dirlei. 


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

VIAGEM DE NATAL NA PATAGÔNIA CHILENA

Seguidores e Seguidoras,

De 20 a 28 de dezembro, como de costume, passaremos mais um período de Natal num dos paraísos da América do Sul, descrito com um dos lugares mais lindos do mundo, o Parque Nacional de Torres del Paine. Desfrutaremos a fundo o lugar, hospedando-nos no Explora Patagônia, o único hotel dentro do Parque Nacional e no qual as aventuras já estão incluídas nas diárias. 

Quem acompanhou, no final do ano passado, nossa estada no Explora Atacama, sabe do que estamos falando. O Explora é um cinco estrelas voltado para fornecer aos seus clientes todo tipo de aventura que estiver ao teu alcance e forma física. Eles providenciam tudo. Desde a programação para toda a sua estada, feita no saguão do hotel, até cavalos, bicicletas, 4x4, barcos, equipamentos de todo o gênero e, mesmo, café da manhã no lugar em que você amanhecer, almoço de alto nível com vinho, salmão e verduras frescas lá no fim do mundo ou mesmo, um cordeiro patagônico feito no fogo de chão de uma fazenda alcançada no lombo do cavalo. Fantástico.

Gostamos tanto das aventuras no Atacama que vamos repetir a dose, agora na Patagônia Chilena. Lá o forte deles são uma dezena de possibilidades de passeios a cavalo e outras tantas de caminhadas, ambos de todos os níveis possíveis. Você que escolhe o que lhe apetece fazer. Até mesmo ficar sentado no passadiço de madeira ou na sua suíte, contemplando o lago, a cascata e as Torres del Paine logo ali, só prá você.  Nesse panorama será a ceia de natal.

Tudo, naturalmente, estará aqui. Não sabemos se durante a viagem, porque não sabemos da qualidade do sinal naquela vastidão da Patagônia,  onde só tem o hotel e a cidade mais próxima está há mais de quatro horas de viagem de carro, ou se faremos no final de viagem, como fizemos naquela do Atacama. Aguardem, porque as paisagens de tirar o fôlego e as aventuras prometem. Feliz Natal a todos. Até. Beijos. Narcísio e Dirlei.

sábado, 5 de outubro de 2013

BALANÇO FINAL DA VIAGEM AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Seguidoras e Seguidores,

Dos Estados Unidos já conhecíamos New York, Washington e Las Vegas como base para conhecermos o Grand Cânion. O blogueiro já conhecia Chicago e região, por ter estudado lá em 1996.  Achávamos que era o suficiente para conhecermos daquele País, por cujo povo e cultura não nutrimos muita simpatia. Restava, todavia, lá no fundo de cada um de nós, pelos documentários que assistíamos na TV, se não valeria a pena conhecer os mais importantes parques nacionais americanos, por sua beleza natural e animais selvagens. O mote para quebrarmos a resistência de voltarmos foi o fato do visto do blogueiro vencer no próximo ano e a humilhação de providenciar um novo. Decididos, com um pé atrás, lá fomos nós. E, como verão ao final, valeu muito a pena, especialmente  pela região oeste do País. Antes, porém, algumas dicas importantes para os amantes de viagens e deste blog.

A EMPRESA AÉREA: A melhor oferta na classe executiva foi da Delta Airlines. Compramos um pouco preocupados, porque nossa filha Juliana viajou com ela anos atrás, também para os Estados Unidos, e teve sérios problemas com perda de conexão e atendimento ruim. Para nós, todavia, foi uma grata surpresa. Talvez a empresa aérea mais pontual dentre as quais já viajamos. Todos os voos, tanto da ida, com conexão, quanto da volta, direto de NY, saíram antes da hora programada. Incrível. O atendimento do pessoal foi muito atencioso, a comida boa e, mais importante, a cama reta e confortável, permitindo um bom sono. Por isso, a recomendamos.

OS HOTÉIS: Costumamos viajar de carro no mês de setembro, por ser baixa temporada e termos facilidade para encontrarmos hotel. Fomos surpreendidos, todavia, nos Estados Unidos, em algumas cidades, porque eles costumam promover congressos e conferências nesta época do ano. Por esta razão, tivemos dificuldades de encontrar hotel no Parque de Yellowstone, Chicago e Boston. Nas demais cidades não encontramos qualquer dificuldade. Na maioria das cidades ficamos na Rede Hilton, da qual temos cartão fidelidade, e que inclui uma série de hotéis de nomes diferentes, como o Hampton Inn, do Double Three, o Hilton Inn e assim por diante. Todos de ótima qualidade e com ótimo ou bom café da manhã. Recomendamos essa rede de hotéis nos USA, porque estão por todos os lugares. Não recomendamos o Hyatt de Aspen, pelo preço e péssimo serviço e café da manhã. Recomendamos muito  o Hotel Ahwanee que fica no Vale do Parque de Yosemite.  Tradicional e chique, bom serviço e boa comida e com animais selvagens andando pelos seus jardins. O mesmo se pode dizer do Bardessono, em Yountville, no Napa Valley. Recomendamos, também, o Sheraton de Boston, pela localização e excelente café da manhã e o Hilton Midtown, na esquina da 6st com a 54st, em New York, pela ótima localização. Quase tudo ao alcance de uma pernada como o Central Park, a 5ª Avenida, a Broadway e estações de metrô. Existem, todavia, em profusão, hotéis para todos os preços e gostos, em todas as cidades pelas quais passamos, inclusive dentro de alguns parques nacionais.

DIRIGIR NOS ESTADOS UNIDOS (ATENÇÃO PARA AS DICAS): O carro que nos coube quando fomos na locadora Hertz,  em San Francisco, foi um SUV Ford Edge. Para uma longa viagem, foi um bom carro. Potente, consumo razoável, confortável e muito espaço para a bagagem. As estradas são bem conservadas, salvo algumas em lugares ermos, com asfalto um pouco irregular, mas sem buracos. Onde você pensar em ir, sempre haverá uma estrada boa asfaltada, inclusive nos parques nacionais. Os limites de velocidades são  geralmente baixos, em torno de 50 a 60 milhas e as máximas não passam de 75 milhas, ou 119 km, no oeste, com raríssima fiscalização nas estradas e com motoristas bem obedientes aos limites. Quando os superam, fazem sempre com moderação. No leste, os limites de velocidades baixam para 50 milhas e, mais raramente, 65 milhas, e com uma viatura policial a cada curva, quase sempre abordando alguém. Normalmente, quando viajamos no fluxo dos demais veículos, mesmo um pouco acima do limite, não fomos abordados. Dizem que eles sempre toleram 5 milhas acima do limite. Viajamos quase sempre assim e nunca fomos parados.

Nas estradas, o grande problema são as ultrapassagens.  Se o motorista da frente está a 50 milhas e o de trás 50,1, ele sai muito antes, nessa mesma velocidade e demora muitos kms para completar a ultrapassagem, tal qual, um caminhão pesado ultrapassando o outro, numa subida. Tem que ter paciência, porque como a diferença de velocidade é muito parecida, muitas vezes eles ficam um longo tempo lado a lado. Diferente dos escandinavos, todavia, eles não apresentam qualquer dificuldade para você ultrapassá-los.

Um grande problema das estradas americanas, nos quase 13 mil quilômetros que trafegamos, são os postos de serviço. Salvo nas estradas pedagiadas, a maioria dos postos são em cidades, tendo você que sair da estradas sem, todavia, saber, a que distância está o posto. E muito cuidado porque, principalmente no oeste e seus vastos desertos, você corre o risco de ficar sem combustível, pois são raros os avisos da distância do próximo posto. 

No abastecimento, algumas dicas. Todos os postos são self service, com uso de cartão de crédito. Alguns pedem o Zip Code, ou Código de Endereçamento Postal. A dica é digitar só cinco números. Sempre digitávamos 88015(Aqui de Floripa) e todos os postos que pediram aceitaram. Outra dica importante é sempre dizer sim para a opção "do you want receipt? e esperar a impressão, já que algumas vezes demora um pouquinho ou aparecem outras perguntas, como, quer lavação, quer seguro prá isso, doação para aquilo. O recibo é importante porque num posto isolado, no deserto, abastecemos e, mesmo tendo dito sim ao recibo, ele não apareceu. Seguimos em frente e, mais adiante, recebemos um aviso no celular de que havia sido descontado um valor superior ao do abastecimento (quase o dobro). Por isso, se a bomba não imprimir, vá ao caixa dos mercadinhos sempre existentes no local e peça o recibo.

Nas cidades, são poucos os motoristas que te dão a vez, quando você tem que entrar na pista, ou mudar dela. Tomar cuidado nos cruzamentos. A regra é que quem vai sair à direita pode seguir mesmo no sinal vermelho, desde que o trânsito esteja livre. Por isso, salvo quando você for infletir à direita, nunca fique na pista da direita, porque ela está reservada para quem vai fazer a inflexão nesse sentido. Quando essa manobra  não é permitida, tem um placa informando.

Outra dica importante é relacionada aos cruzamentos sem semáforo. Todos as esquinas tem sinal de Pare. Não vale a regra do Brasil, da preferência de quem vem da direita. Lá, todos param e a preferência é de quem chegou primeiro no cruzamento. Funciona perfeitamente. 

AS CIDADES: Nossa prioridade nesta viagem era a natureza e os parques nacionais americanos. Todavia visitamos algumas cidades importantes, sobre as quais, deixaremos aqui breves impressões, já que nos aprofundamos a respeito nas postagens respectivas.

Começamos por San Francisco. Vale muito a pena visitá-la. Muito bonita, com grandes parques, jardim japonês, jardim botânico, obras de arte, etc. e de onde se tem belas vistas do mar, da Golden Gate, de Alcatraz e da própria cidade, sem contar que lá está a maravilha do Palácio de Finas Artes e Exploratorium, conforme mostram as fotos da segunda postagem da viagem. São um pouco distantes do centro mas vale pegar um táxi ou um transporte público para ir até eles. O Fisherman Wharf, as antigas docas, hoje um shopping a céu aberto, com muitos restaurantes, variadas lojas, museu do mar, sem contar os leões marinhos que tomaram os antigos ancoradouros dos pescadores para si. E ainda tem a Lombard Street,  Chinatown, seus morros íngremes e ondulados e seus bondes tradicionais.

Ali perto de San Francisco, a bucólica Yountville, no Napa Valley, merece uma visita quando estiver na região. Uma jóia de cidade. Mais pro sul, Monterrey, com seu aquário e a chique Carmel, que tem mais  galerias de arte por m² que já vimos, além do fato de ter, ao mesmo tempo, um clima de montanha e de cidade praiana, conforme descrevemos na postagem respectiva.

Fresno é um cidade base para visitar os Parques de Sequoia, o Kings Cânion e Yosemite. Se você quiser visitá-los indo de avião, a cidade tem um aeroporto com muitos voos.

Aspen e Vail, duas pérolas das Rochosas, no Colorado, famosas estações de esqui. Pequenas e charmosas, um lugar para descansar, beber e comer bem, e apreciar as lojas de grife, o clima de serra, suas montanhas.

Denver, capital do Colorado, apesar de chuvosa quando a visitamos  se mostrou com potencial de ser visitada por quem passar pela região, especialmente por sua rua principal, a 16ª Street Mall, com calçadas largas e ajardinadas, ótimo comércio e belos prédios.

Salt Lake City. Uma cidade dominada pelos mórmons, mas de uma beleza indescritível. Quase perfeita. Toda ajardinada e florida, ruas com caçadas largas, shoppings e prédios comerciais com lobbies arborizados e floridos. Uma maravilha de cidade. Somente seu Salt Lake, que fica distante do centro, não vale a pena ser visitado.

Em Montana, Missoula é uma cidade estratégica, especialmente  quem quiser visitar o Vale do Bitteroot e a região rochosa do Estado.

Keystone é a cidade base para quem pretender visitar o Mount Ruhsmore National Memorial, onde se encontram as faces de quatro presidentes e o Crazy Horse, entalhados nas rochas, além de ser um região montanhosa muito linda.

Chicago é belíssima. À beira do Lake Michigan, com um parque verde e cheio de atrações, o Navy Pier e a cidade, com lindos prédios de arquitetura moderníssima que privilegiaram grandes espaços urbanos entre eles, belas ruas e avenidas. Uma cidade plasticamente linda, grande e completa. Vale visitá-la.

Boston, em Massachusets, uma cidade historicamente importante dos EUA, tem uma parte mais humanizada, com lindos parques, o Beacon Hill e duas ruas de alta classe, a Marlborough e a Newbury,muito bonitas. Outra parte, especialmente o distrito financeiro e o dos teatros, já é mais labiríntica e não muito atraente. Dá, porém, na região das docas, o Waterfront, muito interessante e agradável de se visitar. Vale para quem passar pela região.

Por fim, New York. Cosmopolita, já não se mostrou muito atraente, com trânsito congestionadíssimo, muito suja, decadente, (muitos sacoleiros) e afetada pela crise de 2008, está muito menos charmosa do que em 2000/2001, quando a visitamos. Mas, é sempre New York, com suas inúmeras atrações, shows, museus, restaurantes. De se destacar, todavia, a maravilha que é o The High Line, um parque suspenso, numa antiga linha férrea abandonada que cruza algumas ruas na parte sul da cidade.

OESTE AMERICANO E SUAS BELEZAS NATURAIS: Este o ponto alto e imperdível dos Estados Unidos. Vale uma viagem só para isso. Há coisas nessa região que não vimos em nenhum outro lugar do mundo. A última era glacial deixou uma herança magnífica, que o povo americano soube, como ninguém, preservá-la e prepará-la para seu povo e os turistas aproveitá-la intensamente e com todo o conforto e comodidade.

Começamos pela estonteante beleza da Pacific Coast Highway, desde Carmel e mais de 100 kms ao sul. Uma das estrada mais lindas que já visitamos, por suas paisagens de perder o fôlego.

O SEQUOIA NATIONAL PARK E O KINGS CÂNION NATIONAL PARK. Indescritível a sensação de conhecer esta maravilha da natureza. Sequoias e pinheiros americanos gigantes fazem você ter a sensação de que é minúsculo. Como é possível entrar no parque de carro até o início da trilha para a maior das árvores, a General Sherman, você começa a experimentar a sensação de ser um inseto já dentro do carro, passando por entre as gigantes. O ápice é a trilha que leva à big one, quando se caminha entre sequoias de várias idades e tamanhos, algumas caídas ao solo, tendo uma sensação que não pode ser descrita. Só vivida. A General Sherman é somente o ser vivo na terra com a maior massa e tida com sendo um dos mais velhos do mundo, com cerca de 1600 anos. Imperdível.
Por uma estrada que liga os dois parques pelo seu interior, chegamos ao Kings Cânion, menos famoso mas de uma beleza ímpar. Quem visitar as sequoias, é só andar mais um pouquinho, por uma densa floresta, e acessará mais essa beleza natural americana.

YOSEMITE. Em termos de beleza plástica, sem dúvida é um dos mais lindos, senão o mais lindo dos parques americanos. Ali a última era glacial deixou sua marca indelével. Paredões rochosos, como o El Captain, impactantes, quedas d'água e vales de tirar o fôlego. O mapa do parque recomenda várias saídas do caminho principal, cada um deles dando numa paisagem mais linda que a outra. Aqui, realmente cabe aquela vulgarizada expressão, de que não há palavras suficientes onde caibam tantas sensações e emoções profundas.

MONUMENT VALLEY. Talvez o mais conhecido dos filmes de Far West americanos. Nenhum deles, todavia, foi capaz de retratar a sensação de ver aquelas monumentais esculturas rochosas brotando do chão. Um sensação única. Pena que a manutenção do parque está nas mãos dos índios, que não têm o mesmo respeito e capricho que os americanos dedicaram aos demais parques.

ARCHES NATIONAL PARK E CÂNIONLANDS. Para quem visitar o Monument Valley, mais famoso, é só seguir a estrada até a cidade de Moab, com farta estrutura hoteleira, para visitar essas duas maravilhas da natureza que a água e o vento esculpiram através dos milênios. Os arcos de pedra são alguma coisa do outro mundo, tão inverossímeis e diferentes de tudo. As paisagens rochosas dessa região, tão conhecida dos americanos e negligenciada pela maioria dos turistas estrangeiros, são tão belas, tão impactantes, tão diferentes, que são definitivamente imperdíveis.

MONTANHAS ROCHOSAS. Um lugar para ser curtido e saboreado devagar. Dirigir por suas estradas na garganta do cânion, visitar e ficar em algumas das suas inúmeras e famosas estações de esqui, como Aspen e Vail, já darão uma visão fantástica das famosas Rocky Mountain americanas, no Colorado.

GRAN TETON NATIONAL PARK. Aqui o destaque é sua cadeia montanhosa, onde se destaca o pico do Monte Grand Teton e, no pé dessas montanhas, lagos, queda d'água, rios, animais selvagens. Um lugar para se ver com sol, já que se trata de uma cadeia montanhosa de picos nevados que forma uma paisagem estonteante com tudo o que há no seu entorno. 

YELLOWSTONE. Sem dúvida foi o ápice da viagem. É o mais completo dos parques nacionais americanos. Se puder visitar apenas um, visite este. Gêiseres, um mais lindo e diferente que o outro, cânions, quedas d'água magníficas, ursos, bisões, alces, lobos, tudo ao alcance da visão, às vezes até próximo demais, quase ao alcance da mão e em profusão. Paisagens exuberantes, montanhas, lagos, pradarias, tudo está lá formando um conjunto sem igual. É só alugar um carro, pegar um mapa e seguir as indicações. Tudo estará ao teu alcance, inclusive por trilhas bem estruturadas. Para terem uma sensação do que foi a visita a Yellowstone, dêm uma olha na postagem "Yellowstone - 12 horas indescritíves", com 96 fotos. Em resumo. visitar Yellowstone é imperdível, imperdível, imperdível.

MONTANA. Sempre foi um sonho nosso conhecer o Estado de Montana, tanto por filmes que assistimos ambientados em suas paisagens, como pelo livro Colapso, de Jared Diamond, que havíamos lido. Três características nos impressionaram. Os seus espaços abertos, ou Big Sky, extensas regiões onde se tem a impressão de que se está numa grande e interminável cratera rasa, cercados de montanhas sempre muito distante, uma sucedendo a outra, parecendo-se com um outro planeta. Esses espaços vão se sucedendo até se chegar numa região montanhosa, no parque e vale do Bitteroot, mais ao norte, repetindo-se essa paisagem, agora mais linda, por outro vale, quando retornamos em direção ao leste. A terceira característica marcante foi seu povo. Por onde andamos, sempre muito receptivo, caloroso mesmo, como se fôssemos velhos conhecidos.

MOUNT RUSHMORE NATIONAL MEMORIAL. O último dos parques nacionais que visitamos, que nos impressionou, primeiro pela beleza da região montanhosa, depois pela intervenção artística humana na natureza, esculpindo na rocha, com perfeição de detalhes e perspectiva, o busto de quatro presidentes americanos e o Crazy Horse, um tributo aos índios daquela região, expulsos de suas terras pelos brancos e que, quando pronto, será a maior do mundo no gênero. Duas obras impactantes, que emocionam e que merecem muito serem visitadas.

OS DESERTOS. Como atravessamos os Estados Unidos desde o Pacífico até o Atlântico, impressionou a vasta extensão do território americano coberta por desertos e semi desertos áridos, apenas com vegetação rasteira típica e intermináveis. Foram muitos milhares, literalmente, de quilômetros  percorridos só nesse ambiente, muito maior do que imaginávamos.

Foi, sem dúvidas, uma viagem que valeu muito a pena, especialmente pela beleza e organização dos parques nacionais, pelo litoral oeste e por cidades como San Fancisco, Chicago e Boston. Setembro não é o melhor mês para conhecer a região do Monument Valley, Moab e o Colorado, onde pegamos chuva além da conta. Fomos ler a respeito e constatamos que isso é normal naquela região no referido mês. Talvez junho tivesse sido mais adequado para ela, já que os parques dessa região, com a cor vermelho/alaranjada do seu solo e rochas, seriam muito mais lindos com o sol neles refletindo.

Lógico que os detalhes deste balanço final estão nas postagens diárias que fizemos durante toda a viagem, ilustradas com muitas fotos. Elas estão todas aí para serem consultadas a qualquer tempo.

Muitas comentários dos amigos e admiradores deste blog, como o Zucco, o Brandão e a Eloisa, o Nelson Mendes, os colegas do MP, as meninas do gabinete e os parentes, nos divertiram e melhoraram nossa viagem. Como sempre fizemos, desta vez a homenagem especial vai para o entusiasmo de pessoas que nem nos conhecem pessoalmente, mas parecem íntimos por este meio, o Paulo Hanauer e a Inês Santos e o maridão, estes também blogueiros e amantes de viagens como nós. Obrigado a todos pelo carinho.

A próxima viagem já está programada e também estará aqui. Será no final de Dezembro, para a belíssima Patagônia Chilena, mas especificamente no Hotel Explora Patagônia, o único dentro do Parque Nacional de Torres del Paine, com suite de frente para elas e com muitas aventuras incluídas. Aguardem. Até. Beijos a todos. Narcísio e Dirlei.