sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sequoias, canyons, Carmel, Monterrey e estradas. Tudo de perder o fôlego

Seguidores e Seguidoras,

Ontem, muito cansaço impediu a postagem. Hoje, porém, a emoção será dobrada, como todos vocês verão. Ontem saímos do Napa Valley rumo a Monterrey, por uma estrada quase toda quintuplicada e com paisagens de montes suaves pintados de capim amarelo dourado seco salpicado por árvores verdes. Um belo contraste.

Em Monterrey o objetivo maior era ver aquele que já foi o maior aquário dos USA mas que hoje perde para o de Atlanta. Tubarões, tartarugas, atuns, sardinhas, águas vivas de todos os tipos valeram a visita. Numa sessão, professores orientavam os visitantes a tocarem os animais marinhos que ali estavam expostos e davam explicações sobre eles. A cidade, bem limpa e organizada, vive em função do mar rico que banha seu litoral. Algumas fotos darão uma ideia do que vimos.

Dali fomos para uma maravilha de cidade chamada Carmel. Quando chegamos pensamos que se tratava de uma cidade de montanha. Uma estação de inverno, tudo decorrente de suas características. No alto, um vetinho frio, e aquele centro típico de cidades de serra. Ocorre que descendo as ruas no final se dá no mar, com praia de areia branca, com finas casas de veraneio. Por isso, a cidade é mais especial ainda por servir para os dois gostos. A cidade além de linda, com belas casas e lojas, tudo ajardinado e arborizado,  é feita para os ricos que ali passam seus verões invernos. Foi a maior concentração de galerias de arte que já vimos numa cidade, especialmente uma pequena como é Carmel. Impressionante. Nela jantamos, no altamente recomendável restaurante italiano Vesúvio. Comemos massas deliciosas e bem feitas. Nos hospedamos no Best Werstern, também elogiável pela limpeza, boa suite e bom café da manhã e com estacionamento coberto para o possante.

Naquela tarde, todavia, percorremos uma das mais belas estradas onde já estivemos, estando no nível da Calgari-Banff, e Vancouver-Whistler no Canadá, da Atlâtica, na Noruega e as dos Alpes Suíços, só para darmos alguns exemplos, a Pacific Coast Highway, desde Carmel percorrendo uns 100km. De tirar o fôlego. A estrada acompanha o litoral, hora pendurada na encosta, hora quase sobre o oceano, ora entre florestas do Parque nacional do Big Sur. Somente percorrendo-a para se ter a dimensão da sua impactante paisagem. Muitos motoqueiros, sendo uma estrada perfeita para o nossos amigos Brandão e Eloísa fazerem de moto. Um dia e muitas surpresas agradabilíssimas. Uma região que merece ser visitada. Publicaremos em seguia as fotos de ontem e depois relataremos o emocionante dia de hoje. Não percam o relato.

Esta e as próximas fotos são das ruas e do Aquário de Monterrey















Praia de Carmel


Esta e as próximas, casario e ruas de Carmel





Esta e as próximas fotos são da Pacific Coast Highway











Hoje, foi dia de fortes emoções que só terão ideia aqueles que as viverem pessoalmente. Saímos cedo de Carmel rumo ao Parque Nacional das Sequoias e do Kings Canyon. Pela linha do mapa imaginamos que seria uma estrada simples até o interior do parque. Ledo engano. Toda duplicada, algumas vezes quadruplicada e só simples no interior do parque. Viagem tranquila. A paisagem, no início com montanhas suaves, capim amarelo dourado e árvores verdes. Depois uma região montanhosa com as mesmas característica e, por fim, uma planície a perder de vista, com agricultura irrigada. Poucas cidades, mas muito estruturadas. O melhor, todavia, estava por vir. Na entrada do Parque dissemos que  iríamos visitar vários parques razão pela qual nos venderam um passe de 80 dólares que nos dará direito a visitar quantos parques quisermos durante toda nossa viagem, neles entrando de carro.

De plano, foi avisado que duraria uma hora nossa viagem pelo interior do parque, até a famosa sequoia General Shermann. Começamos a subir radicalmente, numa estrada cheia de curvas mas que ao longe nos mostrava altas formações rochosas muito lindas, inclusive o Mount Whitney, com 4.420m. Depois de subirmos cerca de 2300 metros, começamos a nos deparar com uma densa vegetação de pinheiros americanos e, de quanto em vez uma enorme e de tronco vermelho sequoia. Algumas ladeando a estrada. Impactante. Começamos a parar  com frequência para fotografá-las e tocá-las. No final da estrada, um portal nos convidava para uma caminhada montanha abaixo, numa calçada ampla e bem cuidada, pela Shermann way, um caminho das árvores gigantes até a mais famosa. Uns 800 metros de puro encantamento e estupefação, tamanha a riqueza e a beleza daquele lugar. É tão impactante, tão emocionante, que só estando lá para se poder ter uma ideia do que sentimos. No final do caminho, depois de muitas surpresas chegamos na mais massiva delas, a Gen. Shermann de mais de 2.200 anos de idade. Como ela parou de crescer, agora ele cresce em volume. Seu tronco é enorme em circunferência, de baixo até no topo. É a velha criatura viva, em termos de volume, no mundo. Tem 84 metros, e, próximas dela, outras de apenas 100 anos, já estão mais altas que ela, apesar do tronco mais fino. Não cansamos de olhar para ela, rodeá-la e admirá-la. Sem dúvida, uma maravilha da natureza. Um lugar mágico. Outras trilhas lá existentes levam a outros dos quarenta bosques isolados  de sequoias do parque. A trilha que fizemos, todavia, é tão linda e tão impactante que se basta. Recomendamos sua visita a todos, inclusive para que nosso amigo Brandão a faça  de moto. Imperdível. Muita beleza natural tão diferente e tão concentrada. Esperamos que as fotos dêm uma mínima ideia do que vimos. Infelizmente, como as sequoias são muito altas, a foto de longe não dá essa dimensão que só pode se sentida pela proporção do tamanho das pessoas ou objetos próximos de seus troncos. Aproveitem.  

Extasiados, dali saímos, por uma estrada por dentro do parque, até o King Canyon, o mais profundo dos Estados Unidos, esculpidos por geleiras e com picos de granito. Um abismo de mais de 2500 m, cavado pelo Rio Kings. também de tirar o fôlego. O fizemos de carro, com várias parada, desde seu ponto mais alto, descendo por suas encostas até o fundo, com várias paradas para apreciar a beleza daquela paisagem magnífica. Abaixo, as fotos que esperamos façam justiça ao que vimos.

Estamos hospedados no Hilton da cidade de Fresno, uma das gigantes da região e donde partiremos amanhã para o Parque de Yosemite. Novas emoções nos esperam. Tudo estará aqui se o sinal da internet permitir. Até. Beijos a todos. Narcísio e Dirlei.

Esta e as próximas fotos são do Sequoia National Park








A the best, Gen. Shermann












Olhem as pessoas, minúsculas ao pé da Sequoia















Esta e as próximas fotos são da estrada que leva ao parque das sequoias










Esta e as próximas fotos são do Kings Canyon












2 comentários:

  1. Prezados, descemos a PCH1 com paradas em Monterrey e Carmel, em abril. Espetacular. A descrição de vcs nos fez voltar no tempo.
    Pernoitamos também em Solvang, uma cidade incrível.
    Aproveitem bastante!
    Abs, Marcelo e Mônica

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